
Partidos, que passaram a década passada inteira afastadas uma da outra, se unirão novamente – Foto: Reprodução/InvestigaMS
Banquete brindado em almoço no apartamento da ministra do governo de Lula, a emedebista Simone Tebet (Planejamento e do Orçamento), nesta segunda-feira (15), em Campo Grande e que juntou numa só mesa os caciques que mandam no MDB e no PSDB estaduais, tem duas inequívocas motivações.
Uma: a ressurreição política do MDB, há quase uma década longe do comando do executivo estadual..
Outra: os tucanos acrescentam seu poderio político tomado dos emedebistas em 2015, com a eleição do então governador Reinaldo Azambuja, hoje o chefe estadual da legenda.
Confirma-se as duas opções se der certo eventuais articulações na celebração de hoje na casa de Simone.
A principal intenção do diálogo no apartamento da ministra, segundo os grandões das duas siglas, foi a de desamarrar as discordâncias políticas entre os dois partidos e que a aliança que sempre deu certo aos dois lados seja reacendida.
A disputa pela prefeitura de Campo Grande, em 2012, mostrou que o PSDB sem a parceria do MDB vira time de pouca competitividade. Também fragiliza o MDB caso a legenda queira entrar numa briga sem a aliança com os tucanos.
Lá em 2012, por exemplo, o que deu? Alcides Bernal virou prefeito da cidade com o então pequenino PP. Concorrente do MDB, Edson Giroto, ficou em segundo. E o candidado do PSDB, Reinaldo Azambuja, amargou o terceiro lugar.
Passados 11 anos, PSDB e MDB, andam se espinhando por meio de declarações contrárias quando o assunto tratado é a eleição municipal do ano que vem.
O PSDB, que comanda o governo já pelo terceiro mandato, desde 2015, está de olho na prefeitura de Campo Grande.
O MDB, ainda não sinalizou vontade própria pela prefeitura que já dominou por meio do ex-governador André Puccinelli por duas gestões (1997-2004).
Mas não quer ficar fora da disputa.
O ex-governador Reinaldo Azambuja, do PSDB, não é inimigo político da principal liderança do MDB, Puccinelli.
Nem do atual governador, o também tucano Eduardo Riedel, que, embora sem ataques, tenha sido adversário do emedebista nas eleições estaduais do ano passado.
Azambuja, lá em 2021, há um ano do fim do segundo mandato, nomeou o deputado estadual Eduardo Rocha, que é do MDB, marido da ministra Simone Tebet, para chefiar a secretaria de Estado de Governo e Gestão Estratégica (Segov), uma de suas mais importantes pastas.
O ex- governador saiu e o sucessor, Eduardo Riedel, manteve Rocha no cargo, garantido, com isso, embora de maneira isolada, a aliança com o MDB. Com informações do Correio do Estado

