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PF transfere 17 PMs presos em Goiás para o Presídio Federal de Campo Grande

por Redacao
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19 policiais militares foram presos na operação (Foto: Reprodução / TV Globo)

O avião com 17 policiais militares de Goiás presos, suspeitos de integrar um grupo de extermínio, chegou por volta das 16 horas desta quarta-feira (16) no Aeroporto Internacional de Campo Grande. Conforme a Polícia Federal (PF), os suspeitos foram levados para o Presídio Federal de Campo Grande. A aeronave com os presos saiu de Goiânia (GO) às 14 horas (horário de MS).

Os policiais presos na Operação Sexto Mandamento da PF que ficarão no Presídio Federal são: o coronel C.C.M., tenente-coronel R.R.B., capitão A.R.N., tenente V.J.F., subtenentes F.A.F. e H.C.N., sargento G.M.F., cabos E.T., C.H.C., A.S.S.S. e R.R.M (todos da PM de Goiânia); soldados J.F.F.L. e R.E.P. (de Acreúna); soldado G.C.S. (de Flores de Goiás); sargento W.F.S., soldados L.T.I. e F.E.L.O. (de Formosa).

A direção do penitenciária informou que enquanto estão chegando os 17 presos de Goiás, outros 12 estão sendo transferidos. Os detentos que vão sair da unidade prisional são do Rio de Janeiro e serão levados para o Presídio Federal de Catanduvas (PR).

A operação

A Operação Sexto Mandamento, deflagrada nesta terça-feira (15) pela PF, teve por objetivo desarticular uma organização criminosa que tinha como principal atividade a prática habitual de homicídios com a simulação de que os crimes capitais foram praticados em confrontos com as vítimas. Até agora, 19 policiais militares foram presos.

As investigações demonstraram ainda que outros homicídios foram praticados pela organização criminosa, inclusive durante o horário de serviço e com uso de viaturas da corporação, de maneira clandestina e sem qualquer motivação que legitimasse a ação policial dos investigados. A organização criminosa especializou-se ainda na ocultação de cadáveres.

Há um ano que a PF investiga o suposto grupo de extermínio. Entre as vítimas, estariam crianças, adolescentes e mulheres que não tinham qualquer envolvimento com a prática de crimes.

Além da prática de crimes de homicídio qualificado em atividades típicas de grupo de extermínio, os integrantes serão indiciados por formação de quadrilha, tortura qualificada, tráfico de influência, falso testemunho, prevaricação, fraude processual, ocultação de cadáver, posse ilegal de arma de fogo de calibre restrito, bem como a ameaça a autoridades públicas, jornalistas e testemunhas.

Entre os investigados pela operação, estão também o ex-secretário de Segurança Pública, E.R., e o ex-secretário de Fazenda de Goiás, J.B., suspeitos de terem praticado tráfico de influência. Os dois suspeitos não foram presos.

A operação foi denominada ‘Sexto Mandamento’ em referência ao decálogo bíblico, cujo sexto mandamento é ‘não matarás’.

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