Marta Freire
O Governo de transição do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conta com cinco representantes do Estado do Mato Grosso do Sul.
Os nomeados para a equipe de transição são o ex-deputado federal João Grandão, a ex-secretária nacional de Violência contra a Mulher, Aparecida Gonçalves, a senadora Simone Tebet (MDB), o advogado Luiz Henrique Eloy Amado (PSOL), indígena da etnia terena, que é cotado para assumir o Ministério dos Povos originários, ele integra o grupo das populações indígenas.

Eloy Terena cotado para assumir o Ministério dos Povos originários e deputado federal, Fabio Trad na equipe de transição – Foto: Reprodução
O quinto nome a ser nomeado foi o do deputado federal, Fabio Trad (PSD), a nomeação ocorreu nesta quarta-feira, 30 um dia depois que o deputado foi hostilizado por um grupo de bolsonarista durante um voo de Campo Grande para Brasília. Ele deve integrar o grupo de Justiça e Segurança Pública, que tem entre os integrantes o ex-governador do Maranhão, Flávio Dino, cotado para assumir o ministério.
Fábio Trad é deputado Federal, e não conseguiu a reeleição. Advogado, foi presidente da OAB (Ordem dos Advogados) seccional do Mato Grosso do Sul, foi professor universitário e ficou em 8º lugar nas eleições de 3 de outubro, não conquistando a reeleição por causa do coeficiente eleitoral.
Fabio Trad (PSD), está em seu terceiro mandato como deputado federal e, sempre declarou ser contra o governo Bolsonaro e os movimentos golpistas promovidos por seus apoiadores.
Interpelado por um grupo de apoiadores de Bolsonaro, em um voo de Campo Grande para Brasilia, o grupo questionou o deputado o motivo pelo qual ele não assinou a CPI da toga, ao que Trad respondeu: “Bolsonaro é ladrão e eu não apoio fascista”. O vídeo, rapidamente viralizou nas redes sociais e o caso ganhou destaque nos principais veículos de comunicação do Estado.
“Esta reportagem foi produzida com apoio do programa Diversidade nas Redações, da Énois, um laboratório de jornalismo que trabalha para fortalecer a diversidade e inclusão no jornalismo brasileiro. Confira as metodologias na Caixa de Ferramentas”
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