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Proposta ameaça tirar o emprego de 500 mil frentistas em todo país

por Redacao
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O elevado preço dos combustíveis ao consumidor não é culpa dos frentistas e sim de uma enxurrada de impostos que incidem sobre os produtos derivados de petróleo e até sobre o inteiramente nacional: o etanol. Esta é a posição da diretoria do Sindicato dos Empregados em Postos de Serviços de Combustíveis e Derivados de Petróleo de Mato Grosso do Sul – Sinpospetro/MS, diante da ameaça de demissão de 500 mil frentistas de todo Brasil, por intermédio de emendas do deputado federal Kim Kataguiri, inspiradas em modelos do Hemisfério Norte, e que já tramitam na Câmara Federal.

Preço dos combustíveis ao consumidor não é culpa dos frentistas – Foto: Reprodução

A ideia da proposta é acabar com esse profissional e promover o autoatendimento como ocorre nos Estados Unidos, por exemplo.

“Frentistas não oneram o preço dos combustíveis. A gasolina, por exemplo, custa em torno de R$ 2,00 na refinaria e com os tributos, estaduais principalmente, eles chegam nas bombas a valores hoje que giram, em torno de R$ 5,00 a R$7,00. Também consideramos um absurdo, mas o consumidor precisa pesquisar e saber que a culpa não é do trabalhador do posto e sim de um transporte caro e dos tributos”, afirma José Hélio da Silva, presidente do Sinpospetro-MS.

O Sindicato dá 3 motivos para que o consumidor não caia nessa conversa de que o autoatendimento vai resolver o preço dos combustíveis:

1 –Ameaçam os empregos de aproximadamente 500 mil frentistas, pais e mães de família, pessoas que dependem de seus trabalhos nos postos de gasolina para que possam viver uma vida digna.

2 – Os frentistas precisam de um treinamento chamado NR20        para abastecer, o cliente comum não tem essa preparação, e estarão expostos a acidentes e ao contato com substâncias cancerígenas. Além do trabalho de abastecer sozinho e de muito prováveis longas filas para abastecer o seu veículo.

3 – Porque o salário do frentista representa menos de 2% do custo dos combustíveis. É altamente insignificante para o empresário. Engana-se quem pensa que com a retirada dos frentistas o preço sofrerá alteração.

O Simpospetro/MS, aliado à sua federação, a Fenepospetro e outros organismos de defesa dos trabalhadores estão empenhados em promover uma luta em defesa da manutenção dos frentistas nos postos de combustíveis de todo Brasil. A entidade pede que os parlamentares da bancada de Mato Grosso do Sul em Brasília também entrem nessa luta em defesa do trabalhador.

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