Com duas confirmações de mucormicose, conhecido como “fungo negro” no Paraguai, o infectologista e pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Julio Croda pontuou que apesar da doença já existir no Brasil, é necessário que haja cuidado em relação às condições de atendimento a população, para que patologias secundárias não agravem os casos de Covid-19.
“Os casos de fungo negro no país vizinho relacionados ao contágio de Covid-19 não serão introduzidos aqui no Estado”, afirmou Croda.
Os dois pacientes no Paraguai possuem diabetes e estavam em recuperação após terem contraído o coronavírus.

Confirmado na América do Sul, fungo negro possui 50% de letalidade – Foto: GETTY IMAGES
A mucormicose é um tipo raro de infecção fúngica que ocorre no meio ambiente, em folhas no solo e no esterco animal.
Os macromicetos podem entrar no corpo por meio da respiração, da inalação e de feridas expostas na pele. A letalidade é de 50% dos casos.
A preocupação mundial com o fungo negro veio à tona, após a Índia registrar a morte de 90 pessoas que tiveram a condição após se recuperarem de Covid-19.
Croda pontuou que este é um evento relacionado a condição do paciente de imunossupressão, ou seja, sistema imunológico enfraquecido.
De acordo com a secretária-adjunta da SES, Crhistinne Maymone, a pasta está em contato com o Paraguai, e em regime de alerta para eventuais recomendações que o país vizinho possa emitir referente ao combate à pandemia e demais doenças secundárias que agravam o quadro da Covid-19.
“A nossa vigilância epidemiológica está atenta durante 24 horas para qualquer situação na fronteira”, salientou.
Nesta quinta-feira (27), o Uruguai também confirmou um caso de fungo preto.
Reproduzindo os casos da Índia e Paraguai, o paciente que é diabético, dias antes, havia se recuperado da Covid-19. Com informações do Correio do Estado

