Com a nomeação do general da reserva Floriano Peixoto para assumir a Secretaria-Geral da Presidência, cargo ocupado pelo ex-ministro Gustavo Bebianno, exonerado nesta segunda-feira, 18, Jair Bolsonaro (PSL) reforça a presença de militares no time ministerial e ultrapassa João Figueiredo, Ernesto Geisel e Emílio Garrastazu Médici, presidentes durante a ditadura (de 1964 a 1985), com oito militares no governo.

Os militares do governo Bolsonaro: Marcos Pontes, Augusto Heleno, Fernando Azevedo e Silva, Carlos Alberto dos Santos Cruz, Bento Costa Lima, Wagner Rosário, Tarcísio Gomes de Freitas e Floriano Peixoto
Figueiredo, Geisel e Médici tinham na composição de seus ministérios sete nomes das Forças Armadas. O número atingido hoje por Bolsonaro empata com o do governo Costa e Silva, mas ainda está atrás de Castello Branco, com doze nomeações de militares na composição dos ministérios.
Os militares que compõe o governo atual, além de Floriano Peixoto, são: Marcos Pontes (Ciência e Tecnologia), general Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional), general Fernando Azevedo e Silva (Defesa), general Carlos Alberto dos Santos Cruz (Secretaria de Governo), almirante Bento Costa Lima (Minas e Energia), Wagner Rosário (Controladoria-Geral da União) e Tarcísio Freitas (Infraestrutura).
O chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, será o único civil entre os quatros ministros que despacham no Palácio do Planalto. Bebianno, que antes despachava ao lado de Bolsonaro, foi exonerado por causa da crise atual do governo que envolvia supostas candidaturas laranjas do PSL, partido do presidente. Com informações da Veja

