Muita gente torce o nariz para esta dupla. A cebola e o alho carregam juntos a fama de causar mau hálito, intensificar o odor do suor e causar irritação ao olhos e à pele. Mas essa dupla também ocupa o topo da lista dos alimentos considerados “funcionais” – aqueles que, além de alimentar, são capazes de prevenir doenças e manter o organismo tinindo.

Eles combatem a gripe, controlam o diabetes e protegem o coração – Foto: Reprodução
Estudos comprovam que o alho e a cebola podem prevenir e tratar doenças, como gripe, diabetes e até reduzir os riscos de câncer. A seguir, a nutricionista Daniela Cyrulin apresenta os benefícios desses alimentos para o nosso corpo e dá dicas de como consumi-los.
Entre os carros chefe nutricionais da cebola e do alho está o selênio, um poderoso antioxidante que fortalece o sistema imunológico e afasta o risco de tumores. “Os dois também são ricos em vitamina C, outro agente antioxidante que combate infecções e aumenta as defesas do nosso organismo”, explica Daniela. Além disso, o alho e a cebola possuem boas doses de vitaminas do complexo B, importantes para combater o estresse e o desânimo.
Combate gripes e resfriados
Com eles, as vias respiratórias se mantêm abertas e descongestionadas. O alho e acebola são ricos em substâncias anti-inflamatórias, antivirais, antiparasitárias, antibacterianas e antifúngicas, dentre elas a própria alicina. Por isso, é um ótimo remédio para afastar gripes, resfriados e infecções em geral. A nutricionista diz, ainda, que alho reduz e ajuda a diluir o muco nos pulmões, sendo eficaz contra tosse persistente e bronquite, podendo ser consumido junto a antibióticos. Além disso, a dupla contém vitaminas A, C e E, nutrientes que reforçam o sistema imunológico.
Poder antioxidante
Não é à toa que a cebola protege o organismo de doenças e do envelhecimento precoce. Ela é bastante rica em bioflavonoides, a quercetina, que são substâncias antioxidantes capazes de varrer os radicais livres das células. “Este mesmo componente é encontrado na maçã. Porém, o poder de absorção da quercetina pelo nosso corpo é 30% maior com a ingestão da cebola”, aponta Cyrulin.

