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Jungmann manda PF apurar ameaças à Folha de S.Paulo

por Redacao
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O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, determinou nesta quinta-feira (25) que a Polícia Federal investigue as ameaças contra uma jornalista e um diretor da Folha de S.Paulo.

Em ofício enviado ao diretor-geral da PF, Rogério Galloro, Jungmann pede que “sejam adotadas as providências necessárias à apuração dos fatos e à identificação de autoria, circunstâncias e motivações com eles envolvidas”.

Jungmann manda PF investigar ameaças a profissionais da Folha de S.Paulo. Antonio Cruz/Agência Brasil

A Folha de S.Paulo entrou com uma representação no Tribunal Superior Eleitoral na terça (23) solicitando à PF que instaure inquérito para apurar ameaças à repórter Patrícia Campos Mello e ao diretor-executivo do Datafolha, Mauro Paulino.

Os ataques começaram após a publicação da reportagem “Empresários bancam campanha contra o PT pelo WhatsApp”, no dia 18.

O jornal considera haver indícios de uma ação orquestrada com tentativa de constranger a liberdade de imprensa.

No despacho, Jungmann diz que, confirmadas as informações relatadas pelo jornal, “pode-se estar diante da configuração de ilícitos penais, e de direta ofensa à inviolabilidade de correspondência, ao sigilo das comunicações, à prestação de informações e à liberdade de imprensa”.

A repórter Patrícia Campos Mello recebeu centenas de mensagens em redes sociais e por email. Sua conta no WhatsApp foi hackeada. Na invasão, parte de suas mensagens foi apagada e seu aparelho enviou mensagens pró-Bolsonaro para alguns contatos.

Ela recebeu duas ligações telefônicas de número desconhecido nas quais uma voz masculina a ameaçou.

Entre sexta (19), dia seguinte à publicação, e terça (23), um dos números de WhatsApp mantidos pelo jornal recebeu mais de 220 mil mensagens de cerca de 50 mil contas do aplicativo.

Paulino foi alvo de ameaças no seu Messenger e em sua casa. Dois outros jornalistas da Folha de S.Paulo que colaboraram com a reportagem, Wálter Nunes e Joana Cunha, também foram alvo de um meme falso.

Na quarta (24), a Procuradoria-Geral Eleitoral se manifestou contrária a um pedido de direito de resposta feito pelo candidato Jair Bolsonaro (PSL) ao TSE por causa da reportagem da Folha de S.Paulo. A coligação afirmou que o fato era sabidamente inverídico e que a reportagem não trazia provas.

“Se o conteúdo da informação é passível de dúvida, controvérsia ou discussão na esfera política, como no caso, é descabido o direito de resposta”, disse o vice-procurador-geral eleitoral, Humberto Jacques de Medeiros. Ainda não há decisão do relator, o ministro Sérgio Banhos. Com informações da Folhapress

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