Durante a manhã desta sexta-feira, 24, a Acrissul (Associação dos Criadores de Mato Grosso do Sul) sediou o encontro “Conflitos indígenas e o agronegócio em MS”, trazendo para a mesa de debates o jornalista e escritor mexicano Lorenzo Carrasco e o antropólogo social Edward Luz, que trabalhou durante cinco anos em processos de demarcação de terras indígenas para a Funai.
A abordagem dos palestrantes discorreu sobre as formas utilizados pelo aparato comandado pelo Cimi (Conselho Indigenista Missionário) no Brasil, para manipulação dos povos indígenas contra o desenvolvimento econômico do País. Lorenzo Carrasco é autor de obras explorando este tema e também organizador do livro “Máfia Verde”, que denuncia a presença de ONGs nacionais e internacionais nas comunidades indígenas.

Pelo menos 36 municípios estão envolvidos em áreas de conflitos por terras entre indígenas e proprietários rurais no MS – Foto: Reprodução
Em sua palestra Edward Luz abordou como se dá esse aparelhamento para transformar índios em massa de manobra, envolvendo ONGs internacionais e nacionais, professores universitários, servidores do Estado de diversos setores (Funai, Ministério Público, Judiciário, etc) e, por trás de tudo, o CMI (Conselho Mundial de Igreja) e o CIMI (Conselho Indigenista Missionário), formando o que ele chama de “establishment saxão”.
