A Delegacia de Homicídios da Polícia Civil prendeu, na manhã desta terça-feira (24), um ex-PM apontado por supostamente estar no carro em que estavam os assassinos da vereadora Marielle Franco (PSOL) e seu motorista, Anderson Gomes.

Thiago Macaco teria sido incumbido de identificar a rotina da vereadora – Foto: Reprodução
O PM reformado Alan Nogueira nega envolvimento no crime, segundo informou hoje sua defesa. Ele foi detido hoje, por volta das 6h, em sua casa em Olaria, zona norte carioca. O carro de Nogueira, um Honda Civic branco, foi apreendido.
O UOL apurou que a polícia investiga a eventual participação do detido nos homicídios, que aconteceram no dia 14 de março na região central do Rio. No início de maio, reportagem de “O Globo” revelou que uma testemunha, em depoimento à Delegacia de Homicídios do Rio, disse ter presenciado conversas entre o vereador Marcelo Siciliano e o detido.
À polícia, o delator narrou que as conversas sobre a morte da vereadora teriam começado em junho do ano passado depois de ela ter passado a promover ações comunitárias em bairros da zona oeste –os quais, embora controlados por traficantes, seriam de interesse da milícia.
Segundo a testemunha, Thiago Macaco teria sido incumbido de identificar a rotina da vereadora, como os lugares que ela costumava frequentar e os trajetos que usava regularmente. De acordo com a testemunha, após a morte de Marielle, pelo menos dois outros assassinatos foram cometidos como “queima de arquivo”: dois dias depois da morte de Alexandre Cabeça, em 8 de abril, foi assassinado a tiros o subtenente reformado da PM Anderson Claudio da Silva, suspeito de envolvimento com milicianos.
