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Patrimônio de suplente de Contar, ex-diretor do SEBRAE salta R$ 15,6 milhões em dez anos

Primeiro suplente de Capitão Contar ao Senado, Claudio Mendonça (PP) viu bens declarados à Justiça Eleitoral crescerem 615% desde 2016

por Redacao
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Capitão Contar e Cláudio Mendonça são parceiros em chapa para o Senado – Foto: Arquivo

O economista e ex-superintendente do Sebrae, Claudio Georges Mendonça (PP), de 52 anos, registrou uma evolução expressiva em suas finanças na última década. Primeiro suplente na chapa de Capitão Renan Contar (PL) na disputa ao Senado Federal, Mendonça declarou à Justiça Eleitoral um patrimônio de R$ 18.218.633,64. Há dez anos, em 2016, a declaração de bens do candidato somava R$ 2.545.795,24 — uma diferença de R$ 15,67 milhões, equivalente a um crescimento de 615%.

Em 2016, quando disputou o segundo turno para a vice-prefeitura de Campo Grande ao lado de Rose Modesto, a lista de bens de Claudio era composta por cotas de empresas, um apartamento na capital, uma fazenda em Terenos, uma caminhonete e aplicações financeiras.

A lista apresentada à Justiça Eleitoral inclui novos ativos no setor agropecuário e imobiliário:

  • Propriedades rurais: 50% de fazendas avaliadas em R$ 10,9 milhões, além de uma chácara em Nioaque.

  • Imóveis urbanos: Um salão comercial localizado no município de Nioaque.

  • Rebanho: 1.139 cabeças de bovinos.

  • Créditos: R$ 1.239.615,20 em valores a receber.

Histórico Político e Articulação

A trajetória política do ex-diretor do Sebrae traz passagens por importantes articulações do setor produtivo sul-mato-grossense. Nas eleições de 2022, o nome de Claudio Mendonça chegou a ser indicado por entidades representativas como a Federação das Indústrias (FIEMS), a Federação de Agricultura e Pecuária (Famasul) e a Fecomércio para compor como primeiro suplente a chapa da então candidata e hoje senadora Tereza Cristina (PP).

Apesar de contar com a preferência da ex-ministra da Agricultura, a vaga acabou destinada ao Tenente Portela (PL), indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro. O alinhamento com a ala conservadora e com o agronegócio regional se manteve, culminando na composição atual com Capitão Contar (PL) na corrida ao Congresso Nacional.

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