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Justiça mantém prisões de ex-dona de brechó, herdeiro do Clã Jafar e ex-chefe da regulação

Gaeco investiga esquema de R$ 27 milhões para desvio de dinheiro público

por Redacao
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Justiça indeferiu revogação de preventiva de Rhayane Fanaia, Felipe Jafar e Ed Carlo Burgatt. (Foto: Reprodução

A Justiça manteve a prisão preventiva dos principais alvos da Operação Gutenberg, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco/MPMS). O grupo é investigado por liderar uma organização criminosa que fraudou mais de R$ 27 milhões em contratos públicos para a compra de livros didáticos e paradidáticos em Mato Grosso do Sul.

Entre os investigados que continuam detidos estão o ex-coordenador de Regulação Assistencial da Secretaria de Estado de Saúde, Ed Carlo Britto Burgatt, o empresário Giovanni Paroschi Jafar — herdeiro da tradicional Gráfica Alvorada e que estava foragido até se entregar às autoridades — e a ex-proprietária formal da Editora Avante, Rhayane Souza Fanaia.

Saúde Pública como “Moeda de Troca”

Segundo o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), o esquema operava mediante uma tática de pressão sobre gestores municipais. Integrantes da organização utilizavam o acesso privilegiado à regulação de vagas hospitalares, cirurgias e exames do Sistema Único de Saúde (SUS) como “moeda de troca”.

A promessa ou facilitação de leitos e procedimentos de saúde para prefeituras do interior era condicionada à adesão dos municípios aos contratos de compra de material didático com a Editora Avante, por meio de dispensas indevidas e inexigibilidade de licitação.

O Papel do Clã Jafar e Laranjas

As investigações apontam que a Editora Avante era controlada de fato por membros da família Paroschi Jafar — incluindo a matriz Rossana Paroschi Jafar e seus filhos. A empresa utilizava terceiros (“laranjas”) no quadro societário formal, como a empresária Rhayane Fanaia, para ocultar os reais beneficiários do dinheiro público e burlar impedimentos legais decorrentes de operações anteriores, como a Lama Asfáltica.

Investigado(a) Papel Apontado pelo Gaeco/MPMS Situação Atual
Giovanni Paroschi Jafar Herdeiro e operador financeiro/administrativo do clã Preso (entregou-se após ser foragido)
Ed Carlo Britto Burgatt Ex-chefe da Regulação do SUS em MS Preso
Rhayane Souza Fanaia Ex-proprietária formal (“laranja”) da Editora Avante Presa
Rossana Paroschi Jafar Matriz do clã e articuladora do grupo Presa
Olívia Paroschi Jafar Integrante do núcleo familiar Liberada com tornozeleira (após fiança)

Desdobramentos e Defesas

Até o momento, a maioria dos pedidos de revogação de prisão preventiva impetrados pelas defesas foi negada sob a justificativa de garantia da ordem pública e preservação das provas. Apenas poucas exceções, como a médica Olívia Jafar, obtiveram liberdade provisória condicionada ao uso de tornozeleira eletrônica e proibição de contato com os demais investigados.

O Gaeco segue com a perícia nos materiais apreendidos — celulares, documentos fiscais e mídias — para mensurar o volume exato de propina pago a servidores e identificar se outras prefeituras de Mato Grosso do Sul foram lesadas. As defesas dos citados afirmam que vão demonstrar a regularidade dos contratos e a inocência dos investigados no decorrer do processo. Fonte: Campo Grande News

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