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BNDES aprovou R$ 5,7 bilhões para o agro de MS em 3 anos

por Redacao
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Crédito aprovado cresceu 37% desde 2023; Mato Grosso do Sul amplia o acesso a financiamento e reforça ciclo de expansão do agronegócio – Foto: Reprodução

O agronegócio de Mato Grosso do Sul tem ampliado o acesso a crédito e fortalecido sua capacidade de investimento nos últimos anos.

Dados enviados ao Correio do Estado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) mostram que, desde janeiro de 2023, foram aprovados R$ 5,07 bilhões para o setor agropecuário no Estado, volume 37% superior ao registrado entre 2019 e 2022, quando os financiamentos somaram R$ 3,7 bilhões.

O avanço reforça o protagonismo do campo sul-mato-grossense na economia regional e ocorre em um momento de expansão da produção e das exportações, com destaque para cadeias como soja, milho, celulose e proteína animal.

Na prática, o aumento do crédito indica maior capacidade de investimento por parte de produtores e empresas, sobretudo em tecnologia, mecanização e ampliação da produção.

Os recursos aprovados pelo banco incluem operações no âmbito dos Programas Agropecuários do Governo Federal (PAGF), crédito rural e financiamentos para projetos estruturantes, como aquisição de máquinas e equipamentos, além de serviços tecnológicos voltados ao ganho de produtividade.


O desempenho de Mato Grosso do Sul acompanha o movimento nacional de expansão do crédito ao agronegócio. Em todo o País, o BNDES aprovou R$ 160,8 bilhões para o setor desde 2023, montante 65,3% superior ao liberado entre 2019 e 2022, que somou R$ 97,3 bilhões. Os recursos alcançaram 93% dos municípios brasileiros, ampliando a capilaridade do financiamento.

Parte relevante desses investimentos tem sido direcionada à agroindústria. Do total nacional, R$ 19 bilhões foram destinados ao aumento da capacidade produtiva, incluindo projetos de armazenagem, centros de pesquisa e expansão da produção de biocombustíveis – segmento que ganha força também em Mato Grosso do Sul, especialmente com o avanço das usinas de etanol de milho.

Segundo o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, o aumento do volume de crédito está alinhado à estratégia de fortalecimento do setor agropecuário no País.

“Por orientação do presidente Lula, o BNDES tem sido um dos principais parceiros do setor agropecuário brasileiro. Ampliamos o volume de recursos para esse setor em todas as áreas. Um dos destaques é a produção de biocombustíveis. Foram aprovados R$ 13,5 bilhões para 48 projetos de etanol, valor 217% superior ao que foi aprovado entre 2019 e 2022”, afirmou.

Operações

O banco também registrou crescimento expressivo no número de operações realizadas por meio de instituições financeiras parceiras, o que facilita o acesso ao crédito por produtores de diferentes portes.

De acordo com o superintendente da área de Operações e Canais Digitais do BNDES, Marcelo Porteiro, somente no último ano foram mais de 200 mil operações no setor agropecuário.

“Num setor tão importante para a economia brasileira como o agropecuário, o BNDES se faz presente apoiando especialmente o investimento. Então, no ano passado, foram mais de R$ 50 bilhões investidos no setor, mais de 200 mil operações realizadas por meio de uma extensa rede de parceiros”, destacou.

Os números foram divulgados durante a Agrishow, maior feira de tecnologia agrícola da América Latina, realizada em Ribeirão Preto (SP), que reúne produtores, fabricantes de máquinas e instituições financeiras. O evento funciona como vitrine para novas tecnologias e reforça a importância do crédito como motor de modernização do campo.

Em Mato Grosso do Sul, o aumento de 37% nas aprovações de crédito ocorre em um cenário de consolidação do agronegócio como principal vetor econômico.

O setor responde por parcela significativa do Produto Interno Bruto (PIB) estadual e tem sido decisivo para a geração de empregos, renda e saldo positivo na balança comercial.

Especialistas apontam que o acesso a financiamento é determinante para sustentar o ritmo de crescimento, especialmente diante da elevação dos custos de produção e da necessidade de adoção de tecnologias mais eficientes.

Investimentos em armazenagem, por exemplo, ajudam a reduzir perdas e melhorar a logística, enquanto a mecanização contribui para ganhos de produtividade.

Outro fator relevante é o avanço dos biocombustíveis no Estado, impulsionado pela produção de etanol de milho, que tem atraído investimentos e ampliado a diversificação da matriz produtiva.

Nesse contexto, o crédito do BNDES tende a desempenhar papel estratégico na viabilização de novos projetos industriais. Fonte: Correio do Estado

 

 

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