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MS avança na humanização do atendimento a mulheres vítimas de violência

por Redacao
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Foto: Divulgação

O combate à violência contra a mulher em Mato Grosso do Sul ganhou um aliado que vai além da força policial: a ciência aliada à empatia. Através da Polícia Científica, o Estado tem consolidado uma estratégia que une a produção de provas técnicas incontestáveis ao acolhimento humanizado, reduzindo o impacto psicológico sobre as vítimas e garantindo que “marcas invisíveis” não fiquem impunes.

A ciência contra a impunidade

Muitas vezes, a condenação de um agressor depende de detalhes que escapam ao olhar comum. Vestígios de DNA, mensagens recuperadas em celulares, análise de manchas de sangue e a interpretação da cena do crime são fundamentais para transformar um relato em prova jurídica.

Em casos de feminicídio ou agressão, o trabalho dos peritos é o que permite desmentir versões de “suicídio” ou “morte acidental”. Atualmente, a Polícia Científica de MS atua nos 79 municípios, com 14 unidades regionais no interior e quatro institutos especializados na Capital.

O fim da “peregrinação” das vítimas

Um dos maiores avanços destacados pela gestão é a integração dos serviços. O modelo aplicado na Casa da Mulher Brasileira, em Campo Grande, que completa três anos de funcionamento no IMOL local neste dia 31 de março, é o maior exemplo de eficiência.

Lá, a mulher encontra tudo em um só lugar:

  • Acolhimento psicossocial;

  • Registro da ocorrência;

  • Exame de corpo de delito (sem necessidade de deslocamento para outros institutos).

Essa facilidade reflete nos números: os atendimentos saltaram de 618 em 2023 para 1.524 em 2025. Em 2026, o ritmo continua intenso, com 385 registros já contabilizados até o momento. Segundo as autoridades, o aumento não indica necessariamente mais crimes, mas sim que as mulheres estão confiando mais no sistema e acessando o serviço com mais facilidade.

                                   Em Amambai, a Sala Lilás cria um ambiente mais reservado e acolhedor para o atendimento de mulheres vítimas de violência –

                                  Foto: divulgação

Interiorização do atendimento humanizado

A estratégia de humanização está se expandindo para o interior do Estado:

  • Dourados: O Projeto Acalento (parceria com a UFGD) oferece saúde e perícia em um fluxo único.

  • Amambai: Já conta com a Sala Lilás, um ambiente reservado e acolhedor que prepara a vítima antes do exame pericial.

  • Bataguassu: Unidade está em fase de adequação para implementar o mesmo modelo de espaço privativo.

  • “Nosso trabalho não se limita ao laudo. Ele envolve o atendimento, exige preparo técnico, sensibilidade e integração com a rede de proteção”, afirma o coordenador-geral de Perícias, Nelson Fermino Junior.

Capacitação e Sensibilidade

Além das paredes e equipamentos, o Governo de MS investe na capacitação dos servidores do IMOL. O objetivo é garantir que a condução técnica dos casos seja feita com o máximo de cuidado, evitando a revitimização — processo onde a vítima sofre novamente ao ter que repetir seu trauma de forma fria ou burocrática em múltiplas instituições.

Com essa estrutura, Mato Grosso do Sul fortalece a rede de proteção e envia um recado claro: a prova científica é o caminho para a justiça, mas o acolhimento é o caminho para a dignidade da mulher.

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