
A obra retrata a trajetória do grão-mestre Amadeu Dias de Moura, referência no desenvolvimento do taekwondo no Brasil – Foto: Renê Marcio Carneiro/PMC
O documentário “Luta de Verdade” foi lançado em Corumbá. A obra retrata a trajetória do grão-mestre Amadeu Dias de Moura, referência no desenvolvimento do taekwondo no Brasil, especialmente nos estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, e pioneiro da modalidade no município. O evento, realizado na noite de sexta-feira, 24 de abril, no Centro de Convenções, contou com homenagens a pessoas que fizeram parte da trajetória do grão-mestre.
A obra apresentou não apenas conquistas esportivas, mas também episódios marcados por disciplina, coragem e dedicação à formação de jovens. Ao longo da exibição, o público acompanhou relatos sobre o impacto social do trabalho do mestre, associado à promoção de valores como perseverança e cidadania.
Filha do homenageado, Jaqueline Ferri destacou o significado do documentário para a família. “É um orgulho muito grande. Estamos resgatando essa história para que todos conheçam a importância de um trabalho dedicado ao esporte, feito por amor”, afirmou. A produção levou cerca de um ano para ser concluída. “Começamos exatamente em abril do ano passado, garimpando pessoas para o evento”, disse.
Jaqueline também informou que o projeto terá continuidade. “Vamos incluir essas pessoas que não entraram nesta primeira parte. Pela internet, conheci um rapaz que treinou com meu pai na década de 70”, afirmou.

O evento, realizado na noite de sexta-feira, 24 de abril, no Centro de Convenções – Foto: Renê Marcio Carneiro/PMC
Aos 89 anos, o grão-mestre acompanhou o lançamento. “Hoje é um dia emocionante para nós e para ele”, relatou a filha, ao destacar a presença do público no evento.
A diretora-presidente da Fundação de Esportes de Corumbá (Funec), Michele Ferri, ressaltou o impacto social do trabalho do mestre. “É importante para mostrar quem foi o mestre Amadeu e quantas crianças e jovens ele ajudou por meio do esporte”, afirmou.
Segundo ela, o documentário contribuiu para preservar a memória do trabalho desenvolvido ao longo de décadas. “As pessoas precisam ser homenageadas em vida. Nem sempre isso é possível, mas é importante quando acontece”, afirmou.
Produzido de forma independente, o projeto foi financiado com recursos próprios da família, conforme relatou Jaqueline Ferri. A iniciativa, idealizada desde 2016, foi retomada e concluída após dificuldades iniciais.

