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Guia orienta famílias a como proteger crianças de abusos durante confraternizações

por Redacao
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Com a chegada da época das festas de fim de ano, é preciso atenção redobrada com os pequenos – Foto: Reprodução

Conforme dados da Pesquisa Nacional da Situação de Violência Contra Crianças no Ambiente Doméstico realizada pela ONG (Organização Não Governamental) Childfund, mais de 90% dos casos de violência contra crianças no Brasil ocorrem dentro de casa. Embora o ambiente familiar seja um local onde se espera que a criança esteja segura, conforme o levantamento, 72% das ocorrências acontecem na residência em que moram a vítima e o agressor; 15% na casa da vítima e 5,2% na moradia do acusado.

Diante deste cenário, e com a chegada da época das festas de fim de ano, especialistas organizaram um guia com orientações às famílias, para garantir a segurança das crianças durante as confraternizações. Além disso, vale ressaltar que 88% das vítimas de estupro são meninas, sendo 61% com idade até 13 anos e, em 84% das situações, o agressor é um familiar ou alguém próximo da vítima

A ONG Childfund A ONG está presente em mais de 60 países realizando o trabalho de orientação sobre como proteger meninos e meninas em diferentes situações. Dentre uma das medidas mais eficazes, especialistas da entidade destacam que valorizar e incentivar uma comunicação aberta desde a primeira infância é fundamental.

O diálogo aberto, além de ensinar as crianças sobre identificar os limites do próprio corpo, é fundamental para prevenir situações de risco e promover um ambiente seguro e confortável para que as vítimas relatem qualquer situação.

Dicas de prevenção

A PNG Childfund elaborou uma série de orientações para ajudar pais e responsáveis a garantir a segurança de crianças e adolescentes durante as festas de fim de ano. Confira a seguir:

  • Mantenha os pequenos sempre por perto: mesmo em ambientes familiares, evite deixá-los sozinhos em quartos ou espaços isolados. Redobre a atenção em locais com alta circulação de adultos;
  • Estabeleça regras claras antes do evento: combine com a criança quem são os adultos responsáveis, onde ela pode brincar e em quais casos deve pedir ajuda;
  • Ensine que o corpo dela tem limites: explique, de forma adequada à idade, que ninguém pode tocar em partes íntimas e que ela pode dizer “não” para qualquer situação que a deixe desconfortável, inclusive com familiares;
  • Observe mudanças de comportamento: choro fácil, medo repentino de alguém, irritação, regressão ou silêncio excessivo podem ser sinais de alerta;
  • Evite álcool ou descuido entre os adultos responsáveis: em festas com bebida alcoólica, organize uma escala ou combine quem ficará mais atento às crianças. E caso o adulto responsável precise se ausentar por algum motivo, avise outro adulto de confiança;
  • Não force cumprimentos físicos: abraços e beijos devem ser opcionais. Ensinar que a criança tem autonomia sobre o próprio corpo é uma forma de proteção;
  • Fique atento a lugares fechados: banheiros, quartos, carros e áreas isoladas são locais que exigem maior vigilância;
  • Incentive a criança a avisar sempre aonde vai: para brincar no quintal, mudar de ambiente ou acompanhar outra criança, deixe a regra clara: sempre avise um adulto de confiança;
  • Oriente sobre situações que parecem “normais”: brincadeiras de “segredo”, pedidos para ficar sozinha com um adulto, presente trocado por carinho, fotos ou jogos estranhos devem ser sempre relatados;
  • Busque ajuda imediatamente se notar qualquer suspeita: em caso de sinais de abuso, procure serviços especializados, Conselho Tutelar e denuncie pelo Disque 100. Fonte: Midiamaxuol

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