
Foto: Reprodução
Mato Grosso do Sul conseguiu conquistar novos mercados e elevar as exportações em até 1.424% para alguns países, como Itália, Uruguai, Bangladesh, Espanha e Filipinas, e anulou os prejuízos causados com o tarifaço de 50% aplicado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. As sanções do norte-americano para salvar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), condenado a 27 anos de prisão, derrubaram em 72% as vendas de MS para os EUA.
O Estado exportou US$ 894,2 milhões em outubro deste ano, acréscimo de 1,3% diante do mesmo período do ano passado, quando foram comercializados R$ 882,4 milhões, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços.
A situação poderia ter sido pior, porque a China, responsável por 41% das exportações sul-mato-grossenses, reduziu as compras em 11% no mês passado, de US$ 418,1 milhões, em outubro de 2024, para US$ 371,23 milhões.
Já os Estados Unidos compraram US$ 22 milhões em outubro deste ano, queda de 72% em relação aos US$ 80,6 milhões comprados no mesmo período de 2024. Os americanos deixaram de exportar a pedido do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL), que está desde fevereiro naquele país, articulando sanções contra a economia brasileira na tentativa de salvar o pai.
No entanto, para alívio do sul-mato-grossense, os planos do herdeiro de Bolsonaro fracassaram e os exportadores conseguiram manter as vendas externas. Com a manutenção do comércio, não houve demissão em massa de trabalhadores, como seria natural com a queda de 72% nas vendas.
Empresários ampliam portifólio
Os empresários de MS tiveram êxito na estratégia de direcionar para outros mercados o que deixou de ser encaminhado aos EUA. A Itália passou a ser o 2º maior comprador de produtos sul-mato-grossense, com aumento de 97% nas exportações para aquele país, de US$ 24,3 milhões para US$ 48,2 milhões.
Em 3º ficam os Países Baixos (Holanda), com aumento de 9,6% nas exportações, de US$ 32,4 milhões para US$ 35,5 milhões. As vendas para o Uruguai tiveram um salto fantástico e inacreditável de 1.424%, de US$ 2,189 milhões, em outubro do ano passado, para US$ 33,3 milhões no mesmo período deste ano.
Para Bangladesh houve crescimento de 1.027% nas vendas, de US$ 2,2 milhões para US$ 25,5 milhões. A comercialização com a Espanha teve aumento de 593%, de US$ 2,9 milhões para US$ 20,6 milhões. Para o Emirados Árabes, a alta foi de 217%, de US$ 6,4 milhões para US$ 20,5 milhões, enquanto para Filipinas, de 312%, de US$ 4,9 milhões para US$ 20,3 milhões. Fonte: ojacare
