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PF aponta que corrupção na Educação de MS envolvia merenda escolar

Entre os alvos da operação está uma empresa que supostamente atua no fornecimento de alimentos, mas que fica fechada na maior parte do tempo

por Redacao
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Empresa com sede no bairro Nova Lima, na região norte de Campo Grande, foi um dos alvos da operação da PF contra fraudes em compras governamentais – Foto: Divulgação/PF

Um dos alvos da operação da Polícia Federal, da Receita e da Controladoria Geral da União nesta quarta-feira (21) é a empresa L&L Comercial e Prestadora de Serviços, que tem como principal foco o fornecimento de alimentos para a merenda escolar.

A sede da empresa é no bairro Nova Lima, região norte de Campo Grande, e está registrada em nome de Leila Alves do Nascimento e Leonardo Primo de Araújo, o que justifica o nome da empresa.

Conforme a investigação da PF, servidores da Secretaria de Estado de Educação (SED-MS) aderiam a ata de registro de preços feitas por outros órgãos públicos e compravam os alimentos com valor superior aos de mercado.

Agentes da Polícia Federal foram no começo da manhã na sede da empresa L&L, no bairro Nova Lima, em busca de documentos que possam comprovar a existência de um suposto esquema de corrupção.

Depois da devassa, as duas salas da empresa permaneceram fechadas na manhã desta quarta-feira e segundo moradores da região, no local funciona somente uma empresa de licitações e que na maior parte do tempo as duas salas permanecem fechadas. Eventualmente aparece alguém, informaram os vizinhos.

Com isso, os servidores alvo da operação e os empresários embolsavam em torno de 5% do valor dos contratos. O alvo da investigação são dois contratos, que superam os R$ 20 milhões. Em dois endereços, em Campo Grande e no Rio de Janeiro, os agentes apreenderam R$ 510,2 mil em dinheiro.

A maior parte deste dinheiro, R$ 363 mil, foi encontrada no cofre de um apartamento no edifício Hannover, na Rua das Garças, na região central de Campo Grande. Conforme a informação inicial, nenhum morador estava no apartamento e por isso. Fonte: Correio do Estado

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