
O vice-governador de Mato Grosso do Sul, José Carlos Barbosa, o Barbosinha (PP), se reuniu com o presidente Lula (PT) na terça-feira (18), em Brasília – Foto: Divulgação/Governo de MS
O vice-governador de Mato Grosso do Sul, José Carlos Barbosa, endossou o discurso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, de responsabilização das plataformas digitais a respeito dos discursos propagados online.
Barbosinha, como é conhecido, afirma que “o que não pode no mundo real, também não pode no mundo virtual”.
Em uma fala enviada ao Correio do Estado, o vice-governador comenta que não se trata de uma censura, mas sim, de uma responsabilização das redes sociais. O assunto foi novamente abordado após plataformas como Twitter e TikTok serem usadas para disseminar chamados de ataques às escolas em todo o País, que aconteceria nesse dia 20 de abril.
A forma de você coibir isso é a responsabilização, não só da parte criminal, mas também da financeira.
Barbosinha, vice-governador de Mato Grosso do Sul
“Não se trata de censura, mas de responsabilizar os sites, aqueles que hospedam determinadas matérias, determinados conteúdos que não possuem nenhum conteúdo informativo, nenhum conteúdo educativo, e tem todo o seu direcionamento a causar prejuízos. Como por exemplo ‘como fabricar uma bomba’, ou então conteúdos de natureza racista, conteúdos de natureza nazista, que é crime no Brasil, obviamente deve sofrer a repreensão do poder público”, disse.
O vice-governador esteve em Brasília (DF) em uma reunião com o presidente Lula e outras autoridades, entre eles o secretário estadual de Educação, Hélio Daher, para tratar de medidas de combate à violência nas escolas.
Na ocasião, o ministro Alexandre de Moraes comentou que os problemas de violência e preconceito tem origens na desinformação.
“O modus operandi dessas agressões instrumentalizadas, divulgadas e incentivadas pelas redes sociais em relação às escolas é exatamente idêntico ao modus operandi que foi utilizado contra as urnas eletrônicas e contra a democracia. É o modus operandi instrumentalizado para o 8 de janeiro. Não há nenhuma diferença. As redes sociais ainda se sentem terra de ninguém, uma terra se lei”, disse Moraes.
Escolas
A segurança das escolas das redes municipal de Campo Grande e da rede estadual foi reforçada após ataques em escolas no Brasil. Mesmo assim, nesse dia 20, apenas 60% dos alunos foram às aulas da Rede Estadual de Ensino (REE), geralmente, a presença fica em torno de 80% a 90%. A motivação foram as ameaças que circularam na internet e redes sociais, de que nesta quinta-feira (20) haveria ataques.
A Secretaria de Estado de Educação (SED), além de reforçar a segurança, também realizou atividades de reflexão e diálogo com os alunos, para criar um ambiente tranquilo nos colégios estaduais.
De acordo com a assessoria, as ações de ontem ocorreram normalmente e todas as escolas da REE executaram o cronograma previsto.
Já a Secretaria Municipal de Educação (Semed) informou que foram desenvolvidas atividades de conscientização, da paz e amor pelo próximo.
A assessoria relata que as aulas aconteceram normalmente na quinta-feira, e apenas escolas que estavam com conselho de classe previsto não tiveram aula.
Além do reforço da Guarda Civil Metropolitana (GCM), que esteve em 34 escolas municipais fazendo patrulhamento e em sete para realizar orientação aos alunos. Segundo a assessoria, não houve situações de conflito em nenhuma das unidades visitadas.
“Nos últimos dias, as redes sociais foram marcadas por supostas ameaças a escolas, que ocorreriam no dia 20 de abril, o que preocupou alunos e professores. Por esse motivo, hoje [ontem] realizamos essa operação com todo o nosso efetivo, para acompanhar os alunos e pais nas entradas e saídas das escolas, além de visitar internamente todas as unidades para conversar com professores e alunos”, disse o secretário especial de Segurança e Defesa Social Anderson Gonzaga.
Outra iniciativa foi dos agentes do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) que fizeram um curso de capacitação de profissionais da educação em seis escolas da Capital, incluindo públicas e privadas, visando treinar esses servidores para evitar e saber como reagir em casos emergenciais.
“A gente focou muito na prevenção, na conduta de professores e funcionários na escola, para tentar identificar um possível agressor, e isso dá para ser feito porque vários ataques não foram uma surpresa para muitos alunos”, explicou o comandante do Bope, coronel Vinícius de Souza Almeida. Com informações do Correio do Estado

