Ministério da Saúde abriu licitação para compra de medicamentos para atender às necessidades do Distrito Sanitário Especial Indígena de Mato Grosso do Sul (Dsei-MS), entre eles estão a Azitromicina e Ivermectina, que fazem parte do chamado “kit covid”.
Ao todo, são 109 medicamentos licitados pelo preço de R$ 3.068.813,80, para atender a Dsei pelo período de 12 meses. A unidade atende a 14 Polos Base e 3 Casas de Apoio à Saúde Indígena (CASAI).
O fornecimento será realizado de forma parcelada, de acordo com a necessidade do Dsei, em no máximo 4 vezes. O edital da licitação pode ser conferido aqui.
Serão dois lotes com valor estimado de R$ 220,8 mil para compra de Azitromicina, e um lote de R$ 14,9 mil para Ivermectina. Os remédios, junto a Cloroquina e Hidroxicloroquina, ficaram conhecidos com “kit covid”.

Ao todo, são 109 medicamentos licitados pelo preço de R$ 3.068.813,80, para atender a Dsei pelo período de 12 meses – Foto: Divulgação
A licitação prevê também a compra de Ibuprofeno, Dipirona, Amoxicilina, Losartana, Paracetamol, Propranol, entre outros. O certame não especificou em quais tratamentos eles serão utilizados.
A Azitromicina é um medicamento que faz parte do grupo dos antibióticos, com efeito antibacteriano. É usado em doenças como bronquite e sinusite e só pode ser vendido sob prescrição médica, a receita deve ser retida para controle de consumo.
Já a Ivermectina é um remédio usado na eliminação de vários tipos de parasitas e em tratamentos contra oncocercose, elefantíase, pediculose (piolhos), ascaridíase (lombriga) e escabiose.
Ainda neste mês, no dia 15, o Ministério da Saúde confirmou que os remédios não devem ser utilizados em pacientes hospitalizados por conta da Covid-19.
O documento com a alegação foi elaborado pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias do Sistema de Saúde (Conitec) e entregue à CPI da Covid como resposta à solicitação do senador Humberto Costa.
O documento afirmou que os medicamentos foram testados, mas não apresentaram benefícios clínicos para os pacientes com a doença.
“Alguns medicamentos foram testados e não mostraram benefícios clínicos na população de pacientes hospitalizados, não devendo ser utilizados”, ressaltou a Conitec. Com informações do Correio do Estado

