Mato Grosso Sul registrou o segundo caso de paciente suspeito de estar com fungo negro, informou a SES-MS (Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul). A notificação ocorreu em Corumbá em um homem com 52 anos.
Ele apresentou sintomas de SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave) em 22 de maio, e testou positivo para Covid-19 no dia 27. Obeso e hipertenso, recebeu as duas doses da vacina contra o novo coronavírus em 20 de janeiro e 5 de fevereiro. Na quarta-feira (2), ele apresentou sinais da mucormicose.
Intubado na UTI na Santa Casa de Corumbá, o homem apresentou necrose ocular bilateral.
O primeiro caso suspeito no Estado foi de um idoso de 71 anos, que estava internado no Hospital Adventista do Pênfigo, em Campo Grande. Ele morreu ontem.

A notificação ocorreu na Santa Casa em Corumbá em um homem com 52 anos – Foto: Reprodução
De acordo com informações da Secretaria Municipal de Saúde, os primeiros sinais da infecção pelo fungo negro se manifestaram no dia 29 de maio, com a doença atingindo o olho esquerdo.
O paciente já havia tomado as duas doses contra a Covid, no dia 23 de março e 23 de abril. Os primeiros sintomas da Covid-19 ocorreu no dia 9 de maio, mas apenas em 18 daquele mês testou positivo para a doença e já foi internado. O resultado da biópsia ainda não saiu.
Fungo negro
Com alto índice de letalidade, o fungo negro não é novidade para as autoridades sanitárias. O que preocupa, no entanto, é o relativo descontrole da pandemia da covid-19 nacionalmente, que em conjunto com a murcomicose, pode causar ainda mais problemas para os órgãos de saúde.
O fungo negro ocorre quando há exposição a um tipo de mofo encontrado no solo, plantas, esterco e frutas e vegetais em decomposição. A mucormicose afeta os seios da face, cérebro e pulmões, além de poder ser fatal em diabéticos ou em indivíduos gravemente imunodeprimidos.
A taxa de mortalidade geral é de 50% e pode ser desencadeada pelo uso de esteroides, tratamento que é usado na recuperação de casos graves de covid e pessoas com doenças críticas.

