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“Ameaça” do ex-deputado Arroyo ajudou PF em investigação de conselheiros

por Redacao
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Mais de seis anos depois da indicação e confirmação de Osmar Jeronymo como conselheiro do Tribunal de Contas de Mato Grosso do Sul (TCE-MS), a manobra do ex-governador André Puccinelli (MDB) que o alçou à corte de contas e deixou o principal pretendente à vaga, o ex-deputado estadual Antônio Carlos Arroyo, ganha novas nuances.

É que as ameças que Arroyo fez a vários interlocutores, como o empreiteiro João Amorim, e interceptadas pela Polícia Federal, foram usadas pelos investigadores para cruzar as informações de lavagem de dinheiro na Operação Mineração de Ouro, que tem como alvo além de Jeronymo, outros dois conselheiros do TCE-MS: Ronaldo Chadid e Waldir Neves.

Força-tarefa da PF, CGU e Receita Federal em frente ao TCE na terça-feira

Entre os crimes que os conselheiros podem ter praticado, além da lavagem de dinheiro, está o peculato (desvio de dinheiro público), organização criminosa, entre outros.

Os federais concluíram, em representação enviada ao Ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Francisco Falcão, que uma das ameaças de Arroyo, que prometia denunciar várias irregularidades de Jeronymo, com quem disputava a indicação de Puccinelli, fazia sentido.

“Só dei uma cutucada no seu Osmar [Jeronymo], está certo? Eu tenho, mostrei pro amigo dele que um amigo dele chamado Nabor Barbosa Filho […]. Olha, avisa o teu irmão lá que ele não toma posse, e mais, eu não queria te envolver, você vai estar envolvido”, disse Arroyo em um dos telefonemas interceptados pela Operação Lama Asfáltica.

Seis anos e meio depois, na Operação Mineração de Ouro, o nome de Nabor Barbosa Filho aparece em uma transação de mútuo com Osmar Jaronymo. Nabor, que segundo a Polícia Federal opera a concessão do pedágio da ponte do Rio Paraguai, emprestou R$ 3 milhões do ex-chefe da Casa Civil de André Puccinelli e atual conselheiro do TCE-MS.

Como garantia do empréstimo, Nabor deu um apartamento no edifício D’Orsay, prédio de luxo localizado em frente ao Parque das Nações Indígenas, em Campo Grande.

Ocorre que a Polícia Federal suspeita que a operação financeira não tenha passado de uma simulação. Os contratos entre Nabor e Jeronymo foram apreendidos na casa do advogado Félix Jayme Nunes da Cunha, e lá foram encontrados indícios que iam além da operação.

Para a PF, Osmar emprestou R$ 3 milhões para Nabor, que pagou tal empréstimo com a “entrega” de um apartamento de luxo. “Contudo, tal imóvel foi passado para o nome de Felix Jayme, e não de Osmar Jeronymo”, afirma a Polícia Federal na representação. Com informações do Correio do Estado

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