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Rio Miranda “bufa” deixa desabrigados mas, também encanta

por Redacao
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As chuvas que caíram em toda região Centro-Oeste no mês de janeiro, em especial na região pantaneira encheram vazantes, corixos, baias e rios. Segundo informações da Defesa Civil, o rio Miranda está 8 metros acima do nível normal.

Famílias estão desalojadas ou desabrigadas e receberam apoio tanto da Defesa Civil do município quanto da Secretaria de Assistência Social. Algumas famílias foram encaminhadas para abrigos da prefeitura e outras optaram por permanecer em casas de parentes.

A cheia no Pantanal e consequentemente do rio Miranda se repete em anos em que as chuvas são mais constantes e intensas e, apesar de resultar em transtornos para os ribeirinhos, desperta o sentimento de encantamento nos moradores da cidade.

É comum, nesse período em que o rio Miranda “bufa”, expressão utilizada para definir a cheia do Miranda, que as pessoas visitem, fotografem, filmem a beleza das águas que serpenteiam o rio que corta a cidade.

O rio Miranda “bufa”, expressão utilizada para definir a cheia do Miranda – Foto: Gazeta do Pantanal

A pé, de bicicleta, de carro, muitos moradores da histórica cidade de Miranda  se deslocam até a ponte  para  apreciar o espetáculo que a natureza oferece.

Nas imagens que circulam pelas redes sociais é possível ver diversas casas só com a ponta do teto aparente.  Crianças se aventuram em meio a ruas que a água escondeu. Pontos que parecem arbustos são árvores cobertas pela água. De barco é possível observar que alguns pontos importantes da cidade, se tornou parte do rio.

O rio Miranda, que apesar de toda sorte de assoreamento, lixo, e maus tratos; sempre foi importante para os ribeirinhos, pescadores, moradores e turistas.

“Aqui o movimento do rio, movimenta a nossa cidade e nossa gente. Se o rio fica seco, o assunto é a secura do rio. E nós ficamos tristes também. Se o rio enche, a gente fica feliz e cheio de esperança. Os pássaros e bichos ficam alegres e o povo, também. Sempre foi assim. Parece que a cidade se movimenta através do movimento das águas do rio. Desde o tempo de meus avós, até hoje é assim”, disse a jornalista Marta Freire.

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