Realizado nesta manhã (14), o encontro “E Agora, Prefeito? Transição e Gestão com Eficiência” é a primeira oportunidade dos gestores e gestoras eleitos para governarem os 79 municípios localizados em Mato Grosso do Sul, conhecerem sobre a implementação de parcerias públicas e privadas, com o Governo do Estado e outras instituições, visando à garantia de uma gestão eficiente.
O evento é uma iniciativa da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS), em parceria com o Governo do Estado, a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), e a Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso do Sul (Fiems). Três painéis integraram o encontro: Como fazer uma gestão eficiente? Modelos de Gestão – Casos de Sucesso, e a Relação do Executivo com o Legislativo; e Órgãos de Controle, o Governo do Estado e a Relação com os Municípios.
O presidente da ALEMS, deputado Paulo Corrêa (PSDB) considera que os desafios existentes a todos os gestores municipais devem ser enfrentados desde o início. “Se fosse fácil gerir uma cidade qualquer um seria eleito, vocês tem as qualidades que os eleitores encontraram em cada um, exigidas para governar para durante os próximos quatro anos. O Poder Legislativo é movido pela certeza da vontade de acertar, e grandeza política. Os primeiros meses serão desafiadores até para os 41 reeleitos. A Casa de Leis ecoa as demandas dos municípios, por meio da voz de cada parlamentar. E este eco reverbera em outras esferas, transformando-se em conquistas sociais”, ressaltou.

O encontro virtual foi conduzido da governadoria – Foto: Divulgação
Paulo Corrêa avaliou o encontro. “Foram apontados aqui alguns caminhos que você podem seguir, ninguém disse que há soluções prontas, mas sem ouvir a voz da experiência e palestrantes, fica muito mais fácil se perder. Vocês governarão para todos os munícipes, devem também construir uma relação estreita, republicana e harmoniosa com o Poder Legislativo, para que o Executivo e o Legislativo mantenham sempre o espaço para a discussão democrática, pautada nos interesses do bem estar de cada município. A Casa de Leis é por natureza municipalista, e tem boa vontade política e institucional, estando sempre aberta a ouvir os pleitos de cada chefe dos executivos municipais”, disse o presidente.
O governador do Estado, Reinaldo Azambuja (PSDB), considerou algumas particularidades da gestão. “Assim como eu fiz com o Estado, por meio das reformas, é possível organizar município. Olhe bem o seu município, veja a maneira de fazer uma gestão eficiente. Reafirmo a parceria do Executivo com cada município. É muito importante essa análise sobre cada município, somar o conjunto de receita e despesa para o planejamento de seu mandato. Nós pudemos investir em Mato Grosso do Sul, pois tivemos o apoio e parceria da Assembleia Legislativa”, informou.
Gestores
Helio Peluffo (PSDB), prefeito reeleito de Ponta Porã, falou de sua experiência na cidade do Conesul. “Pelas características de cada município, é necessário realizar um diagnóstico para ter o controle absoluto sobre a situação real dos nossos municípios, trabalhamos com cenários. Escolha dos secretários por critérios técnicos, e a figura dos secretários-adjuntos, com conhecimento e experiência na área. O planejamento do recurso é necessário, e o acompanhamento dele e sua execução”, declarou.
O prefeito reeleito de Chapadão do Sul, João Carlos Krug (PSDB) falou sobre a recondução do mandato. “Acredito que prefeitos reeleitos é devam fazer mais, temos o compromisso de realizarmos mais do que fizemos no mandato anterior, até porque tivemos um período de preparação. Tanto para quem é reconduzido, ou para quem está iniciando, a partir do dia 1º de janeiro temos que mostrar a cara da nova administração, fazer as mudanças, formar uma boa equipe, a grande expectativa é gerar empregos, fazendo as cidades crescerem”, salientou.
O prefeito municipal de Campo Grande, Marquinhos Trad, também reeleito no último pleito, detalhou alguns avanços de sua administração. “Conseguimos abolir leis que massacram os pequenos, dentre elas a tarifa mínima. Administramos sem explorar, restabelecemos os direitos iguais no município, buscamos a parceria administrativa, o diálogo, a conciliação. Foi possível devolver a nossa cidade o ritmo de crescimento e progresso. O município não vive sem o Poder Executivo, sem o Poder Legislativo Estadual e municial, e sem a União”, reforçou.
