A Mostra Internacional do Cinema Negro – MICN, que se encontra na Décima Sexta Edição Anual (consecutiva) acontecerá de 10 a 14 de Novembro 2020, no formato digital, na plataforma do Museu da Imagem do Som de São Paulo – MIS SP, em parceria com XI Congresso de Pesquisadores Negros COPENE/Universidade Federal do Paraná – UFPR. Apoio do CELACC da ECA/USP, Universidade Federal de Mato Grosso – UFMT. Apoio (promoção e divulgação) Canal Futura – Fundação Roberto Marinho
A 16 ª Mostra Internacional do Cinema Negro – 2020 terá apresentações e artigos temáticos de pesquisadores doutores, das universidades: ECAUSP, EDUSP, UNICAMP, USFC, UnB, UFBA, UEFS, UFLA, UFPR, UERR, UFMT, UFPA, UFT, UERR, UNEB, Instituto Politécnico de Lisboa, Instituto Politécnico Macau/China e University of the Western Cape Africa do Sul. Editora Jandira 2020.
Abertura: GARGÂTUA PRODUÇÕES e MARISTELA FILMES apresentam:
A Cantora Fabiana Cozza acompanhada do Musico Fi Marostica canta Fina Beleza, de Anderson Brasil e Celso Luiz Prudente – Gravação MIS/SP 2020. Musica temática ao Zé Kety – O Grande Homenageado 
Este evento étnico-cinematografico da africanidade é um projeto acadêmico e cultural de contemporaneidade inclusiva do afrodescendente, como minoria na horizontalidade da imagem do ibero-asio-afro-amerindio, que é vítima do tentame de fragmentação do seu traço epistemológico. Isto é uma ação preconceituosa, feita pela verticalidade da hegemonia imagética do euro-hetero-macho-autoritário. Fenômeno determinado pelo anacronismo excludente da euroheteronormatividade, Prudente (2020, 2019, 2018), que é a razão e o sentido da ordem eurocêntrica.
Para minha compreensão o cinema negro é a filmografia de todas as minorias vulneráveis, que buscam na emergente categoria conceitual de dimensão pedagógica do cinema negro a construção da imagem de afirmação positiva, que é uma espécie de lugar de imagem, com a mesma lógica de lugar de fala.
A MICN está homenageando, com efeito, alguns vultos históricos do cinema, tais como os saudosos: Grande Otelo, Ruth de Souza, Anselmo Duarte e José Carlos Bule, e sendo o Zé Kety O GRANDE HOMENAGEADO.
A MICN 2020 está laureando também como Destaque do Ano, personalidades e instituições, que, pelos esforços profissionais e institucionais, concorreram em proveito do respeito à diversidade. Concorrendo por meio de ação inclusiva, na perspectiva da superação do preconceito e da marginalização sociorracial. Ação que é tratada no âmbito da educação e da cultura, visando uma mobilidade inclusiva, de amplitude holística, no mercado de trabalho, buscando a cultura de paz.
São laureados Destaque do Ano as personalidades e instituição de ensino superior, como seguem:
Dra. Luiza Helena Trajano – Diretora do MAGAZINE LUIZA – Inclusão racial do jovem negro no mercado de trabalho de qualidade
Dr. Wilson Rosalia – Secretário Geral da FUNDAÇÃO ROBERTO MARINHO – Respeito à diversidade Canal Futura
Curso de Cinema Faculdade de Audiovisual da UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ – UFPA, que no ano vindouro completa dez anos de curso, na região amazônica, que está fora do eixo cultural – São Paulo/Rio de Janeiro.
Compromisso, ético e militante, com a contemporaneidade inclusiva do afrodescendente.
Por: Celso Luiz Prudente – Curado 16 ª MICN MIS SP.
A Décima Sexta Edição da Mostra Internacional do Cinema Negro é um projeto, acadêmico e cultural, étnico-cinematografico da africanidade, que reafirma seu compromisso, ético e militante, com a contemporaneidade inclusiva do afrodescendente. Isto, na condição de maioria minorizada na horizontalidade na imagem do ibero-asio-afro-amerindio, que é vitima da ação na tentativa de fragmentação do seu traço epistemológico.
Ação feita pelo anacronismo excludente da euroheteronormatividade, que determina a verticalidade da hegemonia imagética do euro-hetero-macho-autoritário. Razão pela qual entendo que a minha categoria conceitual, autoral, de dimensão pedagógica do Cinema Negro é o lugar onde se localiza o processo dialético da imagem, do decantado lugar de fala, sendo assim a imagem de afirmação positiva do Ibero-Asio-Afro-Amerindio e das minorias como um todo.
UFMS: Animação Mariquinha
Uma das produções selecionadas foi o filme de animação Mariquinha no mundo da imaginação, realizado no âmbito do projeto de extensão Brincar de fazer cinema com crianças, da Faculdade de Educação (Faed) da UFMS, dirigido e produzido pela professora Constantina Xavier Filha.
Segundo a professora, o roteiro do filme é livremente inspirado nas obras do poeta Manoel de Barros e tem como temática a relação com a infância e com os direitos humanos de crianças de brincar e exercer seu direito ao livre pensamento e à imaginação. “O filme foi realizado com crianças do quinto ano do ensino fundamental da escola municipal Maria Regina de Vasconcelos Galvão, em Campo Grande.
O roteiro e as demais etapas do filme foram desenvolvidas com as crianças, em encontros semanais durante um semestre e a filmagem, na técnica de stop motion, foi toda realizada na escola”, explica Constantina. O filme já percorreu festivais importantes como o Anima Latina e Festival de Internacional de Cortos de Animación La Tribu Cartón ambos na Argentina e Festival de Cinema Escolar de Alvorada, no qual recebeu o prêmio de melhor animação.
Lista de filmes: 16 ª MICN MIS SP – 10 a 14/11/2020
1-Desta vez Ulisses não sairá de casa, de Rogério de Almeida (FEDUSP) 2019, 13:30min, rodado em Portugal.
2-Maikan Pisi Pata, de Éder Rodrigues 2020, 12:00min, rodado em Roraima, na reserva Raposa do Sol.
3-Som da Raça, de Celso Luiz Prudente 2014, rodado em Roraima.
4-Raimunda Quebradeira, de Marcelo Silva 2018, 52:00min, rodado em Tocantins.
5-Por terra céu e mar, de Hilton Pereira da Silva (UFPA) 2016, 28:32min, rodado em Belém.
6-Megg a margem que migra para o centro, de Larissa Nepomuceno (UFPR) 2018, 15h00min, rodado em Curitiba.
7-Umbigada, de Gabriela Barreto 2017, 25’00 minuto, rodado em Salvador.
8-Retalho a memória viva de Saramandaia, de Lucio Lima 2015, 26h00min, rodado em Salvador.
9-Carnaval Brasil anos 40, de Pierre Verger e Barros Freire, 10:24min, rodado no: Rio de Janeiro, Salvador, Recife.
10-Traçados, de Rudyeri Ribeiro Pantoja (UFPA) 2020, 23:00min, rodado Belém.
11-Hora di Bai, de Bruno Leal (Faculdade de Teatro e Cinema do Politécnico de Lisboa) 2015, 21:00min, rodado em Lisboa.
12-Mariquinha no mundo da imaginação, de Constantina Xavier (UFMS) 2020, 10h00min, rodado em Campo Grande.
13-Jack Aventuras, de Renata Acioli (UnB) 2018, 02h38min, rodado em Brasília.
14-Aruanda, de Linduarte Noronha 1960, 22h00min, rodado no Nordeste. (em observação)
15-Questão de Justiça, de Celso Luiz Prudente (UFMT) 2017, 09h00min, rodado em Cuiabá.
16-Tem um passado no meu presente, Joel Zito Araujo (ECA-USP), 2016, 108:00min, rodado São Paulo, Distrito Federal.
17- Dorivando Saravá , O preto que virou mar, de Henrique Dantas (2017), 87:00min, rodado em Salvador.
18-Odò Pupa, o lugar da resistência, de Carine Fiúza (UFPR) 2018, 13:45min, rodado na Bahia e Paraíba.
19-Kiteyã Toalet Makurap – Nosso Conhecimento Makurap, de Roseline Mezacasa (UNIR) 2017, 32:10min, rodado Rio Branco – Rondônia, Amazônia Brasileira.
