O que vai ser do Brasil sem seu camisa 10 na Copa América era a pergunta que se fazia depois do corte de Neymar. A seleção se dispôs a olhar para frente e viu diante de si a 11 de Philippe Coutinho. Mais livre do que nunca, mais presente na área do que Tite jamais havia ousado em fazer, ele deu conta do recado.

Coutinho recebe o abraço de Richarlison ao abrir o placar – Foto: Reprodução
Foi do meia dois gols da vitória sobre a Bolívia por 3 a 0, no Morumbi, numa noite de espasmos de bom futebol e silêncio teatral das arquibancadas.
Foi como uma corrente contagiante. A CBF, estimulada pela celebração dos 100 anos do primeiro título sul-americano do Brasil, colocou a seleção de branco, cor do uniforme na época, e trabalhou sua comunicação de forma retrô, em preto e branco e falso desbotado. O problema é que em campo os pentacampeões seguiram a mesma linha em boa parte da partida, jogaram em câmera lenta, como se estivessem em um filme do antigo e saudoso Canal 100.

