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Fraude em transporte escolar pode chegar a R$ 12 milhões em Três Lagoas

por Redacao
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Equipes da Polícia Federal e a Controladoria Geral da União (CGU) deflagraram operação nesta terça-feira, para combater fraude milionária em licitações relacionados ao transporte escolar da Prefeitura de Três Lagoas, distante 339 quilômetros de Campo Grande. Estão sob investigação contratos que alcançam os R$ 12 milhões e 21 mandados de busca e apreensão são cumpridos em Três Lagoas, Campo Grande, Naviraí e Três Lagoas, além de Luís Antônio e Americana, municípios de São Paulo.

Um dos alvos dos 21 mandados de busca e apreensão é a Prefeitura de Três Lagoas – Foto: Divulgação/PF

As apurações demonstraram ilegalidades em três procedimentos licitatórios relacionados ao transporte escolar, com recursos federais oriundos do Programa Nacional de Transporte Escolar (PNATE). Foram identificados agentes públicos, empresários e particulares que participaram do direcionamento dos certames para que estes fossem vencidos por empresas pré-estabelecidas, sendo objeto da investigação a identificação de cada responsável pelas atividades delitivas.

Os procedimentos licitatórios e os contratos de prestação de serviços decorrentes daqueles certames fraudados se referem aos anos de 2015 a 2017. As licitações e contratos públicos sob investigação alcançaram cerca de R$ 12 milhões, sendo que até o momento já foi identificado sobrepreço contratual de aproximadamente R$ 1,6 milhão, em razão dos direcionamentos.

Além do cumprimento dos 21 mandados de busca e apreensão, 13 investigados foram intimados para comparecerem às Delegacias da Polícia Federal no Mato Grosso do Sul e em São Paulo para prestarem esclarecimentos sobre os fatos investigados, tendo participado da deflagração aproximadamente 90 Policiais Federais e sete servidores da CGU.

Dois mandados foram cumpridos ainda na empresa Crisptur, com sede na cidade de Luis Antonio (SP) e filial em Três Lagoas, e no escritório de contabilidade Satelite II, também no município da região oeste do Estado.

A operação recebeu o nome de “ATALHOS” em alusão a um caminho mais curto, porém igualmente ilegal, entre o objeto da licitação, a prestação de serviços de transporte escolar e as fraudes praticadas pelos investigados para burlar os processos e superfaturar os contratos com a prefeitura. Com informações do Correio do Estado

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