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Câmara não está acostumada com mulheres da periferia, diz deputada

por Redacao
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Nos 25 anos de vida de Tabata Amaral cabem uma infância em um bairro pobre de São Paulo, um pai morto por drogas, medalhas em olimpíadas de matemática, uma brilhante carreira acadêmica em Harvard e, desde o início deste ano, uma cadeira no Congresso Nacional.

Foi na Câmara dos Deputados que ela despontou como figura emergente da centro-esquerda nacional.

Tabata Amaral: deputada é graduada em Ciências Políticas e Astrofísica e ativista pelo direito a uma educação de qualidade (Luis Macedo/Câmara dos Deputados do Brasil/Wikimedia Commons)

“O caminho que eu percorri é muito mais longo do que de muita gente que chegou aqui”, afirma a deputada do Partido Democrático Trabalhista (PDT-SP), em entrevista à AFP, em Brasília.

Graduada em Ciências Políticas e Astrofísica e ativista pelo direito a uma educação de qualidade, Amaral ganhou notoriedade na mídia em março passado com a repreensão serena que soou como um golpe de misericórdia no então titular do MEC, Ricardo Vélez.

“Em um trimestre não é possível que o senhor apresente um Power Point com dois, três desejos para cada área da educação. Cadê os projetos? Cadê as metas? Quem são os responsáveis?”, questionou-o na Comissão de Educação, antes de pedir sua saída.

Vélez, um filósofo conservador, já estava balançando no cargo há semanas e acabou demitido dias depois pelo presidente Jair Bolsonaro.

Segundo Amaral, suas palavras, viralizadas nas redes sociais, expressaram a “angústia” dos brasileiros diante das “cortinas de fumaça” do atual governo, que “não faz nada prático (…), corta orçamentos e prioriza questões ideológicas”.

Como exemplo cita o”inconstitucional” projeto ‘Escola Sem Partido’ para combater uma “doutrinação ideológica” nas aulas que, segundo ela, Bolsonaro “nunca provou”. Com informações da Exame

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