A Justiça Federal, na decisão que autorizou a operação Fantoche, determinou a quebra do sigilo bancário e bloqueio de bens do presidente da Fiems (Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul), Sérgio Marcolino Longen.

Presidente da Fiems, Sérgio Marcolino Longen, foi alvo da operação Fantoche, da Polícia Federal. (Foto: Kisie Ainoã)
O alvo da PF (Polícia Federal) é o Sesi ((Serviço Social da Indústria). Dos nove “S” que participam do Sistema S, dois são ligados à Fiems (Sesi e Senai) e funcionam na Casa da Indústria, na avenida Afonso Pena, bairro Amambaí, em Campo Grande. Equipes da Polícia Federal passaram três horas no prédio ontem (dia 19).
O juiz federal Cesar Arthur Cavalcanti de Carvalho, substituto na 4ª Vara da Justiça Federal do Recife (Pernambuco), determinou quebra do sigilo bancário de Longen e mais 35 alvos, dentre pessoas físicas e empresas.
A quebra do sigilo bancário de todos os bens, direitos e valores mantidos em instituições financeiras abrange o período de primeiro de fevereiro de 2012 a 23 de janeiro de 2019.
Também estão nesta lista institutos que tiveram contratos executados com o Sesi em Mato Grosso do Sul: Instituto Origami, Instituto Mundial de Desenvolvimento e Cidadania e IPCB (Instituto de Produção Socioeducativo e Cultural Brasileiro).
Sérgio Longen também teve bloqueio de bens determinado pela Justiça Federal. São 24 alvos, entre pessoas físicas e jurídicas, que terão bloqueio até o montante de R$ 400 milhões, valor calculado do prejuízo.
“Com essa medida, busca-se descapitalizar a suposta associação criminosa, recuperar valores subtraídos e fazer cessar a prática dessa espécie de atividade criminosa pelos investigados e por outras pessoas que possam integrar o grupo, se ainda não identificadas, bem como evitar que os investigados continuem a obter lucro com a prática criminosa, com isso podendo-se assegurar a reparação do dano causado ao patrimônio do SESI e do Ministério do Turismo, bem como o pagamento de eventuais multas e custas processuais”, aponta o juiz na decisão.
De acordo com a investigação, os projetos contratados com o Departamento Nacional do Sesi com os respectivos departamentos regionais dos Estados de Pernambuco, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Alagoas e Paraíba apenas entre os anos de 2010 a 2017 custaram mais de R$ 260 milhões.
O montante pode alcançar R$ 400 milhões se somadas às contratações firmadas com o Sesi entre 2002 e 2009 e os convênios com o Ministério do Turismo, pactuados pelo Instituto Mundial de Desenvolvimento e Cidadania, mas cuja real executora foi a Aliança Comunicação e Cultura Ltda. O processo é sigiloso, mas a íntegra da decisão foi divulgada no blog de Fausto Macedo, no Estadão. Com informações do Campograndenews
