Com Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT) isolados na liderança das pesquisas eleitorais, o Brasil caminha para um segundo turno com os dois campeões em rejeição.

A sugestão é uma junção das candidaturas de Alckmin, Marina e Ciro — encabeçada pelo pedetista, que pontua melhor nas pesquisas
A pulverização do centro estimulou a criação de um manifesto, divulgado nesta terça-feira (02), por uma chapa única que fortaleça uma terceira via.
“No momento de crise em que vivemos, não podemos arriscar ter o Brasil refém de governos que irão ampliar ainda mais a divisão e polarização do país”, diz o texto, que pode ser assinado por qualquer um.
A sugestão é de uma chapa #Alcirina – união das candidaturas de Geraldo Alckmin (PSDB), Ciro Gomes (PDT) e Marina Silva (Rede) – encabeçada por Ciro, que pontua melhor nas pesquisas.
Em troca da desistência dos adversários, Ciro incorporaria pontos das propostas dos outros candidatos, assim como a garantia que seus partidos teriam posição de destaque em seu governo.
A organização do manifesto informou para Exame que ele foi enviado para a equipe dos três candidatos, e que pessoas próximas a Ciro já se manifestaram positivamente.
Críticas
O texto não poupa críticas a Bolsonaro e destaca seu histórico de declarações hostis a vários segmentos da população:
“Se eleito, ele vai apoiar e incitar discursos de ódio que colocam em risco a vida de mulheres, negros e comunidade LGBT, entre outras minorias”, diz o texto, apontando que “ele já se manifestou dizendo que não aceitaria outro resultado que não o da sua eleição. Esse é um risco que NÃO podemos correr!”.
A ascensão do candidato é interpretada como uma resposta à insatisfação com o período de governo do Partido dos Trabalhadores (PT) com “escândalos de corrupção, favorecimento de empresários amigos do partido e política econômica que levou o país a uma crise da qual ainda estamos nos recuperando.” Com informações da Exame

