A malha ferroviária oeste, que liga Bauru, em São Paulo, a Corumbá, será incluída no Programa de Parcerias de Investimentos (PPI). A medida foi anunciada pelo secretário nacional de coordenação do projeto, Tarcísio Freitas, e confirmada pelo ministro chefe da Secretaria de Governo da Presidência, Carlos Marun. Na avaliação do secretário estadual de Meio Ambiente e Desenvolvimento Econômico, Jaime Elias Verruck, essa foi uma das principais conquistas da Reunião Bilateral de Desenvolvimento Ferrovia Brasil-Bolívia, realizada na segunda-feira, 30 de julho, no Centro de Convenções de Corumbá.

O comando do processo é a aceleração dessa integração, principalmente Brasil e Bolívia – Foto: reprodução
“A inclusão da malha oeste dentro do rol de projetos da Política de Parcerias e Investimentos privados do Governo Federal é fundamental, pois já tínhamos avançado muito em diagnóstico, naquilo que precisa ser feito, e precisávamos desse próximo passo para atrair o investidor. Hoje a grande notícia foi essa”, afirmou o secretário, lembrando que esse trabalho foi iniciado pelo Governo do Estado ainda em 2015.
“Nós estivemos semana passada junto ao Governo Federal solicitando novamente isso, o governador Reinaldo já tinha pedido isso ao próprio presidente Michel Temer, e hoje recebemos essa boa notícia. Foi fundamental esse encontro bilateral para podermos avançar no curto prazo, mas principalmente, demos hoje o último passo que faltava para buscar investidores para a malha oeste”, completou.
Para o ministro Marun, o encontro bilateral foi bastante proveitoso. “Serviu para esclarecimentos e troca de ideias. Trouxe o senhor Tarciso, que é o secretário de setor de parcerias e investimentos, e já assumiu o compromisso de incluir essa malha no PPI da malha brasileira para que possamos, inclusive em havendo interesse de investidores de participar disso aí, prorrogarmos essa concessão”, explicou.
Segundo o ministro-chefe da coordenação-geral de Assuntos Econômicos de Latino Americanos e Caribenhos, João Carlos Parkinson de Castro, o papel da Prefeitura de Corumbá é apoiar todas essas articulações que foram anunciadas no encontro, seja no nível estadual, capacitando ou promovendo as mudanças sugeridas, quanto no Federal. “A Prefeitura tem que estar atenta às necessidades, presentes e futura, e com apoio do Estado e do Governo Federal, e trabalhar para que a realidade de Corumbá seja mais adequada ao crescente e previsível volume de carga que vem por aí”.
Ainda de acordo com o ministro chefe, um próximo encontro deve acontece em outubro, em Brasília, onde será debatida a questão da segurança na fronteira. “Quero aproveitar a presença de autoridades da área de segurança da Bolívia em Brasília, para discutir questões que não foram tratadas aqui, por exemplo da Polícia Federal e do controle migratório, a questão do combate a corrupção, ao contrabando e a droga. São temas que devem ser tratados em outro contexto, não como esse de Corumbá, que foi muito mais operacional, com relação a aduana, movimento de carga, logística, movimento ferroviário”, concluiu João Carlos Parkinson.
