Hoje, em razão do feriado da Revolução Constitucionalista em São Paulo, os mercados da B3 não funcionam, mas amanhã devem repercutir as decisões judiciais deste domingo, que reforçaram o cenário de insegurança jurídica no País.
Ontem houve um vaivém a respeito da libertação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
De plantão no Tribunal Regional Federal da 4a Região, o desembargador Rogério Favreto concedeu um habeas corpus ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ordenou sua soltura com urgência.
O desembargador federal João Pedro Gebran Neto, relator dos processos da Lava Jato em segunda instância, em seguida, determinou o não cumprimento da decisão, mas Favreto reafirmou o HC pela soltura em outra ordem.
A questão só foi resolvida no início da noite, quando o presidente do TRF4, desembargador Carlos Eduardo Thompson Flores Lenz, derrubou a decisão de Favreto e manteve a prisão de Lula, considerando de a decisão de Gebran Neto deveria ser cumprida.
Até a presidente do Supremo Tribunal Federal, ministra Cármen Lúcia, veio a público para se pronunciar sobre a bagunça estabelecida. “A Justiça é impessoal, sendo garantida a todos os brasileiros a segurança jurídica, direito de todos. O Poder Judiciário tem ritos e recursos próprios, que devem
ser respeitados”, disse em nota à imprensa.
Preso desde 7 de abril, o petista é o primeiro nas pesquisas de intenção de voto para a eleição à Presidência em outubro, seguido de Jair Bolsonaro. A possibilidade de Lula se eleger novamente assusta o mercado, e o Ibovespa deve refletir essa insegurança jurídica amanhã. Até lá, os investidores acompanham de perto os desdobramentos da questão.
O Banco Central (BC) divulgou nesta manhã o boletim Focus com projeção revisada em baixa para o Indice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 12 meses, a 3,80%, se 4,02% na semana passada. Para este ano a previsão para inflação subiu a 4,17% e foi mantida em 4,10% para o próximo ano.
Para a Selic (taxa básica de juros) o cenário é o mesmo; juros em 6,5% neste ano e em 8,00% ao final de 2019, mesmo patamar para 2020 e 2021. A projeção para crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano voltou a cair e está em 1,53%, de 1,55% na semana passada. Para 2019, segue em 2,5%.
Do cenário internacional, se destaca hoje o discurso do presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, às 10h (de Brasília). E, às 16h, osdados sobre o crédito ao consumidor dos Estados Unidos em maio pelo Federal Reserve.
No mercado de commodities, os contratos futuros do petróleo operam em alta e, na Bolsa de Dalian, na China, os contratos futuros do minério de ferro fecharam em leve queda. Com informações da Agência CMA

