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Diretoria do Detran-MS presa na Operação Antivírus pede exoneração

por Redacao
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Os seis diretores do Departamento Estadual de Trânsito (Detran) de Mato Grosso do Sul pediram exoneração dos cargos depois da prisão durante da Operação Antivírus, segundo anunciou o diretor-presidente da instituição Gerson Claro, em entrevista coletiva nesta quinta-feira (31).

A ação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), na última terça-feira (29), apreendeu diversos documentos e computadores na sede do Detran, em Campo Grande, para apurar irregularidades na contratação de empresa de sistema de informação.

Assessor jurídico do governo, Felipe Matos, Gerson Claro e Eduardo Riedel (Foto: Jeferson Ageitos/TV Morena)

Além de Gerson Claro, serão exonerados Donizete Aparecido da Silva (Diretor-Adjunto), Erico Mendonça (Chefe de Departamento), Celso Braz de Oliveira Santos (Diretor de Administração) e Gerson Tomi (Finanças e Diretor de Tecnologia).

“Quero que o governo busque todas as verdades por isso está aqui o pedido de exoneração de toda a equipe”, afirmou o diretor-presidente. “Tenho certeza e convicção dos meus atos por obrigação e princípios”, completou.

De acordo com o Secretário de Governo Educardo Riedel, a conversa entre Claro e o governador Reinaldo Azambuja (PSDB) definiram o desligamento nesta manhã para que haja mais transparência nas investigações.

Nós não vamos fazer pré-julgamentos de qualquer servidor, esse não é o procedimento que costumamos ter. Não tivemos nem acesso ao procedimento [do Ministério Público]”, disse Riedel.

Ainda de acordo com o secretário, o novo comando do Detran deve ser divulgado no Diário Oficial de sexta-feira (1º).

Investigação

A investigação começou a apurar a existência de organização criminosa voltada à prática dos crimes de corrupção ativa e passiva, fraude em licitação, peculato, organização criminosa e lavagem de dinheiro, em 2015. Foram analisados contratos celebrados entre empresas da área de tecnologia da informação e o Poder Público estadual.

O ex-deputado estadual Ary Rigo foi preso temporariamente por suspeita de prática dos crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro e corrupção. Segundo a investigação, Ary Rigo teria ligação com a empresa Digithobrasil, com nome fantasia Digix.

Também foram presos temporariamente o sócio da empresa Digithobrasil Jonas Schimidt das Neves e secretário Claudinei Mastins Rômulo.

Os sócios e ex-sócio da empresa Pirâmide Informática José do Patrocínio Filho, Fernando Roger Daga e Anderson da Silva Campos foram presos preventivamente. Além deles, Luiz Alberto de Oliveira Azevedo, servidor estadual da Secretaria de Governo do Estado também foi para cadeia.

Todos já foram libertados.

Os 29 mandados de busca e apreensão foram cumpridos nos gabinetes dos diretores do Detran presos, residência e escritório dos demais presos, residência e gabinete de servidor do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MS), em três de informática, duas residências de sócios dessas empresas.

Além dos mandados cumpridos, foram apreendidos cerca de R$ 95 mil em posse de um dos investigados, milhares de documentos, computadores, notebooks, tabletes e celulares de todos os alvos. Com informações do G1

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