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Tecnologia social do Ipedi, de Miranda, é certificada pela Fundação Banco do Brasil

por Redacao
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Saiu o resultado da primeira fase de classificação para o Prêmio de Tecnologia Social da Fundação Banco do Brasil. A tecnologia social Kalivono, do Instituto de Pesquisa da Diversidade Intercultural (Ipedi) é uma das 173 consideradas aptas a receber a certificação no ano de 2017, de um total de 735 iniciativas inscritas. Esta é a nona edição da premiação, que tem o objetivo de levantar projetos sustentáveis que possam ser reaplicados em diversas comunidades.

Alunos da Educação Infantil de toda rede escolar municipal indígena de Miranda foram beneficiados pela tecnologia social criada pelo Ipedi. Foto: : Acervo Ipedi/Luciano Justiniano

“A tecnologia Formação Continuada de Professores para o Trabalho com a Língua, Arte e Cultura, de 2013 a 2015 produziu material didático bilíngue português-terena para o ensino fundamental.  O projeto Kalivono é a reaplicação desta tecnologia, dessa vez, direcionada à educação infantil,  seguindo os parâmetros de construção a partir da realidade dos indígenas da etnia terena, no município de Miranda, no Mato Grosso do Sul.

Temos como foco central a valorização do uso da língua materna e dos conhecimentos tradicionais da cultura no ambiente escolar, em especial nas séries iniciais”, explica a presidente do Ipedi, doutora Denise Silva. “Todo este trabalho só foi possível graças a parceria fundamental da Brazil Foundation no processo de fortalecimento do Ipedi”, agradece a presidente do Ipedi.

A triagem para classificação dos projetos escolhidos para receber a certificação foi realizada por uma comissão composta pela equipe técnica da Fundação BB, que obedeceu aos critérios do regulamento para chegar às propostas selecionadas.

Dentre os requisitos solicitados estavam: o tempo de atividade, as evidências de transformação social, a sistematização da tecnologia, a ponto de tornar possível sua reaplicação em outras comunidades, e o respeito aos valores de protagonismo social, respeito cultural, cuidado ambiental e solidariedade econômica.

A presidente do Ipedi, doutora Denise Silva, com alunos indígenas. Foto: Acervo Ipedi/Luciano Justiniano

Com a certificação, as tecnologias passam a compor o Banco de Tecnologia Social (BTS) da Fundação BB, que agora conta com 995 iniciativas aptas para reaplicação. O BTS é uma base de dados online, que reúne metodologias reconhecidas por promoverem a resolução de problemas comuns às diversas comunidades brasileiras.

Neste banco, todas as tecnologias sociais podem ser consultadas por tema, entidade executora, público-alvo, região, UF, dentre outros parâmetros de pesquisa. Para consultar o banco basta acessar o endereço eletrônico: tecnologiasocial.fbb.org.br. Também é possível consultar este banco de dados por meio do aplicativo de celular “Banco de Tecnologias Sociais”, disponível para aparelhos Android e IOS.

Para o presidente da Fundação Banco do Brasil, Asclepius Soares, a certificação de um projeto com o selo “Certificada Fundação BB” garante mais visibilidade para a iniciativa, além de fortalecer o conceito para sua reaplicação em outras localidades do país. “Nosso objetivo é melhorar a vida das pessoas através do reconhecimento e da reaplicação de tecnologias sociais que já deram certo em diversas localidades. Aproximamos a sabedoria popular ao conhecimento técnico para proporcionar o desenvolvimento social em escala”, explicou.

A próxima etapa do Prêmio está prevista para o dia 15 de agosto, com a divulgação dos projetos finalistas. Já as propostas vencedoras serão anunciadas na cerimônia de premiação, em novembro.

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