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O País vive o seu momento de maior instabilidade política e econômica desde a promulgação da Constituição de 1988

por Redacao
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O País vive o seu momento de maior instabilidade política desde a promulgação da Constituição Federal de 1988. A avaliação é do jornal O Estado de S. Paulo, em seu editoral desse fim de semana.

“À instabilidade e à incerteza quanto ao futuro que dela advém, soma-se ainda o clima anuviado pelos embates partidários e ideológicos”, ressalta a publicação. “Quando o salutar debate de ideias perde força porque os interlocutores são tratados como inimigos em potencial, está formado o meio de cultura ideal para o florescimento dos arautos do caos e da irresponsabilidade.”

Assunto é tema de editorial no jornal O Estado de S. Paulo. (Foto: Agência Brasil)

Ainda de acordo com o texto, “os afoitos que propugnam a destituição de um governo antes que estejam reunidas as provas para além de qualquer dúvida razoável quanto à sua correção não atentam apenas contra um presidente, um partido ou a sociedade, atentam contra a própria Constituição”.

Conforme o Estadão, não há a mais remota chance de uma intervenção militar nos dias de hoje. O general Eduardo Villas-Boas, comandante do Exército Brasileiro, veio a público – por meio de uma rede social – dizer que a Constituição há de ser sempre a solução a todos os desafios institucionais brasileiros.

“Não há atalhos fora dela”, ressalta. “Esse risco de quebra da ordem constitucional, felizmente, o País não corre mais. Mas há outros. Paira o risco dos messiânicos e dos salvadores da pátria. Paira o risco do populismo. Saídas extravagantes e casuísticas começam a ser discutidas ante a eventual hipótese de descontinuidade do governo do presidente Michel Temer”, prossegue o editorial. “Qualquer irresponsável que propuser ou defender uma proposta de emenda à Constituição que institua eleições diretas em caso de vacância da Presidência e da Vice-Presidência, a menos de dois anos do término do mandato, estará propondo um golpe à ordem constitucional.”

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