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Partidos concentram doações nos favoritos

por Redacao
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A proibição da contribuição de empresas para campanhas eleitorais pelo Supremo Tribunal Federal (STF) forçou os principais partidos políticos do país a tomar duas decisões. A primeira foi o uso do Fundo Partidário para bancar as campanhas eleitorais. Como o dinheiro é pouco, os diretórios nacionais também se viram obrigados a despejar a maior parte dos valores nas campanhas melhores colocadas nas pesquisas de opinião divulgadas até o momento. eleicoes

Dados repassados pelos partidos ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostram que PT, PSDB, PMDB e DEM, entre outras legendas, resolveram destinar boa parte da sua verba para poucos candidatos. Enquanto poucos selecionados receberam uma fatia grande dos diretórios nacionais, outros não tiveram nada. Os dirigentes petistas, por exemplo, resolveram aplicar o dinheiro no diretório municipal de São Paulo e na candidatura de Luizianne Lins (PT) à prefeitura de Fortaleza (CE).

Tucanos despejam dinheiro em João Doria Junior, que aparece na frente em São Paulo na última pesquisa Datafolha. Da mesma forma o PRB, que financia Celso Russomano na capital paulista e Marcelo Crivella na cidade do Rio de Janeiro.

‘Test drive’

“Isso deixa a maiora dos candidatos às prefeituras de cada partido à míngua”, disse o cientista político da Universidade de Brasília David Fleischer. Na visão do especialista, estas eleições são um “test drive”. Ou seja, corre o risco de serem únicas. Isso por causa, acrescenta Fleischer, da determinação do Congresso em realizar uma nova reforma política logo após o fim da atual corrida eleitoral.

Integrantes do “centrão”, grupo de partidos liderados por PP, PTB e PSD, querem a volta do financiamento empresarial. A possibilidade, no entanto, divide os principais partidos. Uma parte acredita que, com os desdobramentos da Operação Lava Jato, não é possível retomar o antigo modelo.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que relatou a última reforma política aprovada pelo Congresso, por exemplo, acredita na adoção da lista fechada sem contribuição empresarial. Já o presidente do TSE, Gilmar Mendes, defende a discussão sobre o modelo de financiamento.

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