A defesa do empresário José Carlos Bumlai pediu ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Teori Zavascki que o pecuarista seja colocado em liberdade ou que a sua prisão seja substituída pelo uso de tornozeleira eletrônica ou outras medidas alternativas. Os advogados tentam evitar que o réu retorne à prisão. O documento entregue ontem (18) ao STF complementa o pedido de habeas corpus apresentado no começo da semana.

Bumlai está cumprindo prisão domiciliar para tratamento de um câncer na bexiga e de problemas cardíacos
No documento, advogados destacam a situação de saúde de Bumlai e dizem que o empresário vem “sofrendo diversos males”, que os sintomas estão sendo “sistematicamente” informados a Moro e que o quadro se agravou nos últimos dias.
“Afinal, a simples notícia de que terá que voltar a cumprir prisão preventiva em regime fechado causou-lhe forte abalo emocional, o que contribuiu para que seu estado físico, já bastante debilitado, ficasse ainda mais vulnerável. Assim é que, desde o dia 10 de agosto, os sintomas que o acometem tem se tornado mais frequentes, inclusive com a necessidade de consultas médicas de emergência”, diz o documento.
A defesa também argumenta que, mesmo com a recomendação médica para ser internado, Bumlai compareceu à Polícia Federal para prestar depoimento. Na quarta-feira (17) o pecuarista foi ouvido em São Paulo sobre sua participação na reforma do sítio em Atibaia investigado na Operação Lava Jato. “Tal fato, por si só, já demonstra que o paciente não apresenta nenhum risco à ordem pública nem tampouco oferece qualquer óbice à aplicação da lei penal”, dizem os defensores.

