Há poucos minutos, a prefeita de Miranda, Juliana Pereira Almeida (PR) utilizou de sua página em uma rede social para anunciar e explicar à população os motivos pelos quais não será candidata a reeleição.
Segundo, Juliana seu grupo político caminhava em direção à continuidade de um projeto político, colocando seu nome pra disputar a reeleição. No entanto, segundo a nota, fatos importantes, de ordem familiar fizeram com que ela renunciasse ao projeto.
“Considero que a família é nosso bem maior e a ela devemos dedicar nossos principais esforços. Quando vivíamos momentos cruciais das decisões políticas meu marido foi diagnosticado com um sério problema cardíaco, estando internado e submetendo-se à uma cirurgia que, além delicada, requer um período de recuperação que necessita de cuidados e atenção.

Juliana Pereira Almeida (PR), prefeita de Miranda. (Foto: Divulgação)
Pesou-me a obrigação de fazer uma opção racional. Optei então por retirar minha pré-candidatura à reeleição. Não me cabia o direito de aceitar ser a depositária das esperanças de um grupo de amigos e companheiros, e não poder dar-lhes o respaldo necessário nos momentos mais cruciais.
Não foi uma decisão fácil, mas às vezes é preciso que renunciemos a projetos pessoais, em nome da segurança de projetos coletivos, principalmente se eles estão voltados para o bem estar da população mirandense”, justificou.
Sem surpresa
A divulgação da nota, não surpreendeu a população da cidade, uma vez que há vários dias, vinha sendo cogitada a possibilidade de Juliana Almeida não disputar as eleições de 2016.
Especula-se a possibilidade de que o PR , partido a que Juliana está filiada caminhe com a coligação do pré-candidato do PSDB, Gerson Prata, bem como o PRP partido da base da prefeita na Câmara Municipal. Nesse caso, apareceria nas articulações o deputado estadual Paulo Correia (PR). Até sexta-feira (5), quando termina o prazo para os partidos realizarem as convenções, que vão formalizar candidaturas e coligações, tanto PR quanto PRP precisam anunciar oficialmente que rumo seguir.
Informações extra-oficiais dão conta de que um dos partidos (PR ou PRP), deverá indicar o nome do pré-candidato a vice-prefeito na chapa do candidato do PSDB.
No entanto, a escolha do pré-candidato a vice vem causando estremecimento entre membros do grupo político de Juliana Almeida (PR) e Gerson Prata (PSDB). Vários nomes teriam sido convidados e vetados posteriormente, entre eles aparecem a vereadora Elange Ribeiro (PRP), ex-prefeito, Neder Vedovato (PRP), ambos teoricamente do grupo da prefeita e, Adauto do PDT do grupo do pré-candidato Gerson Prata do PSDB.
Segundo fontes não oficiais, o descontentamento pode levar a uma intervenção em alguns dos partidos acima citados, com exceção do PSDB ou até mesmo um racha entre eles. No PMDB, que tem como pré-candidata Marlene Bossay, o nome do pré-candidato a vice ainda permanece uma incógnita. Alguns nomes foram lembrados ao longo da semana, entre eles o da vereadora Kátia Roas (PSD ) e do empresário Arapinha do PTB. Mas até o momento, não há definições.
Quase inspirando o prazo para as convenções e homologação das candidaturas, o corre-corre entre os partidos que anunciaram pré candidaturas a prefeito, é para “encontrar” candidatos a vice, e as negociações em torno das alianças e coligações continuam a todo vapor.
Além das pré-candidaturas a prefeito do PSDB e PMDB, Miranda terá mais dois pré-candidatos Katia Roas pelo PSD e Sidney Barbosa do PEN.

