Para marcar o Dia Nacional de Enfrentamento à Violência Sexual de Crianças e Adolescentes, instituído por lei todo 18 de maio, a Prefeitura de Campo Grande, por meio da SAS (Secretaria Municipal de Política e Ações Sociais e Cidadania) realizou nesta manhã, na região central da cidade, uma atividade de conscientização dirigida a toda sociedade. Com o “Faça Bonito”, a campanha tem como objetivo fazer com que a população fique atenta e contribua, denunciando crimes de abuso, violência e exploração sexual de crianças e adolescentes.

Técnicos expuseram faixas de alerta para a população
Profissionais que atuam na área são unânimes em afirmar que o olhar da sociedade é fundamental para fazer chegar, aos órgãos competentes, denúncias desses tipos de crimes. Elas podem ser feitas pelo Disque 100, canal que funciona 24 horas, ligado à secretaria de Direitos Humanos. O serviço de telefonia é gratuito e o denunciante não precisa se identificar. Este é, hoje, um dos principais canais de comunicação da sociedade civil com o poder público.
A mobilização realizada hoje, organizada pela Proteção Social Especial da SAS, contou com a participação de diversas entidades do setor. Para sensibilizar a população, foram distribuídos panfletos e expostas faixas informativas nos cruzamentos. “A violência sexual cometida contra crianças e adolescentes caracteriza-se como uma das piores formas de violação de direitos. Em um governo no qual nosso prefeito, Alcides Bernal, elegeu como prioridade as pessoas, não poderíamos nos furtar em desencadear ações que promovam a sensibilização e o estímulo à denúncia, cumprindo a meta de colocar sempre os interesses daqueles mais vulnerabilizados em primeiro lugar. A luta é constante”, ressalta a titular da SAS, Marcela Rodrigues Carneiro.
A diretora de Proteção Social Especial, Inara Luiza Sales Cabral resalta que a responsabilidade é de toda sociedade. ”A idéia é mobilizar e sensibilizar a sociedade, informando que existe uma rede de proteção da SAS. A maioria das denúncias se dá por meio do Disque 100. Outro meio de atenção e cuidado é a internet, onde os pais devem ficar atentos, em constante alerta com suas crianças e adolescentes”, observa a diretora.
O trabalho é incessante, explica a conselheira tutelar Cassandra Szuberski. “Maior parte dos casos acontece dentro do âmbito familiar, por isso o trabalho é permanente, para que não aja retrocesso”, pontua Cassandra.
A atendente Natalia Matos acredita que, com campanhas como a realizada hoje, a população ficará atenta. “Existem muitas pessoas que sabem de casos de abusos contra crianças e adolescentes, mas escondem por medo. Tenho uma irmã de 14 anos e orientamos para que tal mal não chegue a nossa família”, afirma.
Além de técnicos e chefias da Proteção Social Especial, a mobilização contou com a participação de conselheiros tutelares, da entidade não governamental Mãe Águia, representantes da Sefaz (Secretaria de Estado de Fazenda), Sedhast (Secretaria de Direitos Humanos, Assistência Social e Trabalho) e Comcex MS (Comitê de Enfrentamento da Violência Sexual e de Defesa dos Direitos de Crianças e Adolescentes do Estado de Mato Grosso do Sul).

