Em entrevista coletiva, realizada na manhã desta quarta-feira (6) no gabinete do Paço, a administração municipal anunciou que devido à rejeição da Câmara Municipal de Vereadores ao projeto que concedia aumento de 9,57% aos servidores e por força da lei eleitoral, o reajuste salarial poder ser de apenas 2,79%.
Durante a coletiva, os secretários de finanças, Disney Fernandes, e de administração, Ricardo Ballock, explicaram a situação financeira do município e os diálogos estabelecidos com as categorias e o procurador do município, Denir Nantes, explanou sobre as leis que regem o aumento salarial, entre elas a 9.504/97, que no seu artigo 73, inciso VIII, estabelece que em ano eleitoral a administração pública poderá apenas recomporá perda do poder aquisitivo do ano.
“A Prefeitura Municipal de Campo Grande trabalhou incansavelmente, dia e noite para que os 22 mil servidores municipais da nossa cidade recebessem o reajuste de 9,57%. Não houve nenhum atraso, pelo contrário, apresentamos com tempo para que os vereadores analisassem a proposta, sabendo também da realidade financeira do município. Nós voltamos à prefeitura enfrentando problemas financeiros gravíssimos, mas aos poucos conseguimos reorganizar a Casa, pagar o salário dos servidores em dia e trazer a dignidade que o trabalhador merece, recebendo seu salário no primeiro dia do mês. Esse índice de 9,57% seria um dos maiores índices de reajuste entre as Capitais de Estados de todo o Brasil, mas lamentavelmente os vereadores rejeitaram o projeto, prejudicando os trabalhadores do nosso município. É uma situação lamentável e que não conseguimos entender”, disse o prefeito da Capital.


