Esta semana, os líderes das centrais sindicais (CSB, Força Sindical, NCST e UGT) entregaram uma carta ao vice-presidente Michel Temer com reivindicações da categoria, caso ele venha assumir a presidência da República. Na reunião, realizada no Palácio do Jaburu, eles defenderam pautas como o “redirecionamento” da política econômica, com mais ações para geração de emprego e renda, o programa de renovação de frota de veículos para estimular a indústria automobilística, taxação de grandes fortunas e se posicionaram de forma contrária à perda de direitos com a reforma da Previdência.

José Lucas, coordenador regional da CSB
“Acreditamos que, caso Michel Temer assuma a presidência da Republica, será melhor negociar com ele essas questões, principalmente as de interesses dos trabalhadores, que se veem ameaçados com medidas do próprio governo”, afirmo José Lucas da Silva, coordenador da Central dos Sindicatos Brasileiros – CSB, em Mato Grosso do Sul.
José Lucas tem lutado em Brasilia ao longo dos últimos anos, contra medidas que vêm em desencontro aos interesses dos trabalhadores, como a terceirização que está para ser aprovado pelo Congresso Nacional. Na sua avaliação, sua aprovação seria o caos para o trabalhador, pois geraria a quarteirização e outras desastrosas consequências à vida dos trabalhadores.
Os sindicalistas disseram a Temer, segundo José Lucas, que os trabalhadores destacam a necessidade da imediata retomada do crescimento econômico, da geração de emprego, de renda e da preservação e ampliação dos direitos trabalhistas e das conquistas sociais.
Disseram também que os trabalhadores anseiam por melhores condições na saúde, na educação, na segurança, de emprego e transporte, por um basta na corrupção e no uso indevido do dinheiro público, pelo fortalecimento das negociações coletivas e do financiamento da atividade sindical, com foco na organização e na representatividade.
PROPOSTAS – No final, as lideranças, na carta, fizeram as seguintes reivindicações por intermédio de uma ampla agenda com os seguintes tópicos de interesse nacional:
- Implantação urgente de uma política de desenvolvimento nacional; • Mudanças e redirecionamento da política econômica;
- Implantação urgente de uma política de desenvolvimento nacional;
- Retomada, ampliação e adoção de políticas de geração de empregos, renda e direitos sociais; • Correção da tabela do Imposto de Renda;
- Renegociação da dívida interna; • Fortalecimento e retomada do protagonismo histórico do Ministério do Trabalho e Emprego;
- Criação de condições para o aumento da produção e da exportação;
- Juros menores, voltados ao consumo e aos investimentos no comércio e na indústria;
- Desenvolvimento de uma política que fortaleça a indústria nacional e reconstrua nosso parque industrial, voltada principalmente para os setores de infraestrutura, petróleo, construção civil e pesada;
- Renovação da frota automotiva (caminhões, carros, ônibus, tratores e duas rodas);
- Inclusão de representantes do capital e do trabalho no Comitê de Política Econômica do Banco Central;
- Maior participação, de forma tripartite, nos Conselhos Representativos da esfera federal;
- Manutenção e ampliação dos programas voltados para a diminuição das desigualdades sociais;
- Fortalecimento da política de valorização do salário mínimo como forma de distribuir renda;
- Política de valorização e melhorias nos benefícios para os aposentados e pensionistas;
- Não à retirada de direitos na Reforma da Previdência;
- Mais investimentos em saúde, educação e transporte;
- Desenvolvimento de uma política de valorização dos servidores públicos.
Assinaram o documento, Antonio Neto, presidente da CSB (Central dos Sindicatos Brasileiros); Paulo Pereira da Silva (Paulinho) presidente da Força Sindical; José Calixto Ramos, presidente da Nova Central Sindical de Trabalhadores e Ricardo Patah, preisdente da UGT (União Geral dos Trabalhadores).

