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Ação contra pichação reúne jovem em abraço simbólico no Obelisco de Campo Grande

por Redacao
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Com abraço simbólico em torno do Obelisco – monumento em homenagem aos fundadores de Campo Grande- foi dada a largada para a ação “Intervenção Jovem” que visa conscientizar a população a não fazer pichações e sim utilizar a arte do grafite para se manifestar. A ação da Prefeitura de Campo Grande foi idealizada pela Semju(Secretária Municipal da Juventude) em parceria com a Fundac( Fundação Municipal de Cultura) e a Semsp(Secretária Municipal de Segurança Pública) contou com pelo menos 40 jovens.

Pichação é crime previsto em lei

Pichação é crime previsto em lei

A ação teve inicio na manhã de sábado no Obelisco localizado nos cruzamentos da Avenida Afonso Pena com a Rua José Antonio, região central da Capital, onde os jovens pintaram o monumento e na seqüência foram até o antigo Cenec Oliva Enciso, ao lado da prefeitura, onde funcionará um Ceinf (Centro de Educação Infantil) que deve comportar mais de 200 crianças, onde grafitaram os muros.

Segundo o secretário da Semju, Wilton Edgar Acosta, a “intervenção Jovem” busca atrair a atenção dos jovens e da comunidade para o grafite como forma de arte e mostrar o quanto a pichação – considerada crime – pode ser combatida com a arte do grafite. “Essa ação é de conscientização para tentar combater as pichações em patrimônio público. A intervenção jovem é uma ação educativa da Secretária da Juventude na mobilização dos jovens, da Fundação de Cultura introduzindo a arte do grafite e da Guarda Municipal na repressão e conscientização do ato criminoso”, explica o Acosta.

Ele comenta ainda que está estudando junto com a Semsp e a Promotoria da Criança e do Adolescente medidas alternativas para os jovens e adolescentes flagrados pichando o patrimônio público e privado da Capital. “Nos vamos nos reunir com a Promotoria e com o apoio deles tentar uma medida alternativa aos jovens que forem flagrados cometendo essa infração. Dando um curso de grafite para que o jovem pare com essa prática criminosa e possa se tornar um artista do grafite”, argumenta o secretário da juventude.

Conforme o secretário adjunto da Semsp e comandante da Guarda Municipal major Marcos Escanaichi, no ano passado os guardas municipais atenderam 46 ocorrências relacionadas a pichação. Só nos meses de novembro e dezembro de 2015 e janeiro de 2016 foram 9 ocorrências com encaminhamento dos infratores à delegacia para as medidas cabíveis.” Pichação é crime previsto em lei e a Guarda Municipal está intensificando os trabalhos de repressão contra esse crime. A maioria das infrações acontecem no período da madrugada e é cometida por adolescentes. Inclusive, montamos serviço de inteligência para identificar e punir a pichação, afinal, é um crime ambiental e contamos com ajuda da população para ajudar a denunciar esse crime”, explica o comandante da Guarda.

O major Escanaichi explica que lugares onde há presença de pichação da à sensação de abandono e com isso existe a possibilidade de atrair usuários de drogas e até podem ser um local onde possam jogar lixo. Ele argumenta que a Guarda Municipal não só faz o trabalho de repressão, mas também de conscientização já que faz palestras em escolas para que os jovens não depredem o patrimônio público. “ Nos {Guarda Municipal} damos palestras em escolas municipais explicando que pichar muros é errado e estimulando que denunciem o crime”, finaliza.

O grafiteiro Muriel Costa de Oliveira, 28 anos, – que grafitou nos muros do antigo Cenec na manhã deste sábado- disse que trabalha com essa arte há sete anos, e explica que o grafite em Campo Grande é desvalorizado. Ele comenta que o grafite e sua fonte de renda há seis anos e o custo para fazer uma arte é cara e não é valorizada na Capital. “Para fazer um grafite colorido vou precisar no mínimo de 12 spray . Cada spray custa em média 30 reais e se você cobrar mil reais do seu trabalho a população de Campo Grande acha caro. A cidade ainda não entende a arte urbana e isso tem que mudar. Isso é cultura. No meu caso, é meu ganha pão. Vivo apenas disso”, explica.

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