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Assistência Social mobiliza população sobre direitos da pessoa com deficiência em Campo Grande

por Redacao
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Com a finalidade em conscientizar a sociedade para a igualdade de oportunidades às pessoas com deficiência, a Prefeitura de Campo Grande, por meio da SAS (Secretaria Municipal de Políticas e Ações Sociais e Cidadania), realizou nesta manhã (3), na Praça Ary Coelho, uma mobilização, em alusão ao Dia Internacional da Pessoa com Deficiência, lembrado hoje, com a participação de toda rede da Proteção Social Especial.

Durante a ação, organizada pela equipe do Centro-dia (Centro de Referência para Pessoas com Deficiência e suas Famílias), foram feitas abordagens, chamando atenção com faixas, cartazes e panfletos informativos e orientações. Também foi destacada a questão das vagas de estacionamento destinadas às pessoas com deficiência, direito este desrespeitado por muitos motoristas.

“A equipe do Centro-dia observa a melhora na autonomia e independência dos freqüentadores do local, como pentear o cabelo sozinho, amarrar o cadarço de tênis, entre outros. Com isso, os familiares exercem suas rotinas diárias, tanto no âmbito profissional, como social. A ação ainda busca incentivar a sociedade a ligar para o Disque 100, número da Ouvidoria a qual compete receber, examinar e encaminhar denúncias e reclamações, atuando na resolução de tensões e conflitos sociais que envolvam violações de direitos humanos”, explica Mayza Reis, coordenadora do Centro-dia.

A entidade não governamental Amigos do Joel, representada pelo presidente, Joel Lidio Faustino, compareceu no evento. “Vejo como um dia especial, pois nos sentimos muito esquecidos. Quando sofri acidente de moto e foi necessário amputar minha perna, me senti desamparado. Foi daí que busquei informações, por meio de leituras e pela procura de pessoas na mesma situação que a minha. Foi daí que surgiu a idéia em criar a entidade. Lá oferecemos diversos tipos de auxilio para as pessoas com deficiência, desde a troca experiências até reformas de cadeiras de rodas, entre outros”, relata Faustino.

O aluno da Sociedade Educacional Juliano Varela, ONG especializada em Síndrome de Down, Bruno Rosamanso percebe que o preconceito não acaba. “É uma busca constante para nossa inclusão. Sou portador de Down. A abordagem com a população é necessária para que esse quadro evolua”, enfatiza.

Para o engenheiro agrônomo Erandir Mocelin, que tem deficiência visual, a mobilização ajuda a derrubar barreiras. “Em função do preconceito oculto, acredito que a sociedade possa refletir”, acredita.

“Tenho um filho que freqüenta o Centro-dia, o atendimento proporciona apoio e orientação. Faz oito anos que ele sofreu acidente de moto e qualquer pessoa pode estar sujeita a esse tipo de situação. A luta é pela inclusão perante a sociedade”, relata a dona de casa Sonia Aparecida Rodrigues, mãe de um freqüentador do centro.

A pessoa que perceber algum tipo de maus tratos, pode ligar para o Disque 100. Serão adotadas providências para o tratamento dos casos de violação de direitos humanos, podendo agir de ofício e atuar diretamente ou em articulação com outros órgãos públicos e organizações da sociedade. As denúncias poderão ser anônimas ou, quando solicitado pelo denunciante, é garantido o sigilo da fonte das informações. As denúncias recebidas são analisadas, tratadas e encaminhadas aos órgãos responsáveis, intercedendo de forma imediata no rompimento do ciclo de violência e proteção da vítima.

Sobre o Centro-dia

O Centro-Dia é um equipamento social do Sistema Único de Assistência Social (SUAS), destinado a pessoas com qualquer tipo de deficiência, seja ela auditiva, intelectual, visual ou física, em situação de dependência, que se encontra em vulnerabilidade social ou risco por violação de direitos e suas famílias ou cuidadores.

O objetivo do serviço é proporcionar o convívio comunitário, desenvolvendo atividades que estimulem a autonomia da pessoa com deficiência, fortalecimento de vínculos pessoais e inclusão social, apoio e orientação aos familiares com vistas a favorecer a autonomia da pessoa cuidada e cuidador familiar.

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