Marta Freire
Wilson Bentos, jornalista, redator e publicitário nasceu em Miranda e desde menino se destacava intelectualmente das demais crianças nas escolas que freqüentou. “Perspicaz, pensamento rápido, sensibilidade acima da média”. Era assim que muitos o definiam. Alguns, talvez nem pudessem imaginar que o menino de estatura franzina iria muito além das barrancas do rio Miranda.
Wilson Bentos, trabalhou como jornalista, radialista, editor e publicitário nos principais veículos de comunicação de Campo Grande, Belo Horizonte, Fortaleza e Luanda em Angola.Estudou na Inglaterra e Irlanda e foi vencedor de diversos prêmios nacionais e internacionais, dentre eles o London International Festival Awards, onde foi finalista.
Atualmente, mora em Belo Horizonte, e coordena um projeto inovador, denominado Cidadão Auditor, pioneiro no Brasil.
Nessa entrevista, Wilson fala da infância, da vocação, das influências, e de novos projetos.
Infância no Pantanal – “nasci e cresci no meio de um poema vivo de Manoel de Barros”
Nasci em Miranda num quadrilátero mágico formado pelas ruas Chokite Massuda, Floriano Peixoto e 1º de Maio. Era um terço de quadra coberto de verde e de frutas: goiabas, mangas, laranjas, mexericas, frutas-de-conde, jatobá. Nos fundos do terreno vicejava uma moita verde e amarela de bambu.
Por toda a parte havia aquele cheiro bom de umidade e coisas se desfazendo como latas velhas, madeiras antigas e, debaixo delas, pequenas surpresas como sapos tímidos, preguiçosas larvas brancas e brinquedos surpreendentes como um maço enorme de fios de cobre finíssimos que descobri certo dia e que me inspiraram a tentar tecê-los de diferentes maneira para tentar construir pulseiras e outros objetos.
Esse ambiente eu redescobri depois na poesia de Manoel de Barros, que é cheia dessa umidade toda que só quem vive no Pantanal sabe como é. Aquele cheiro quase sagrado que brota da terra arenosa e é como um perfume da vida se refazendo a partir das coisas que apodrecem no solo. Então, se a gente pensar nesse ambiente do Manoel como um ambiente poético, eu nasci e cresci no meio de um poema vivo de Manoel de Barros: musgo nas paredes, pregos enferrujando e aquele ciclo mágico do Pantanal, a terra que vira água numa parte do ano para depois virar terra de novo.
Acho que quem nasce no Pantanal tem uma relação diferente com água, peixe, umidade. Entre Miranda – onde eu nasci e passei a maior parte da minha infância – e Bodoquena – onde meus pais moravam – havia o Rio Miranda, que de vez em quando enchia e interrompia a estrada. Para chegar ao seu destino você ia uma parte de carro e uma parte de canoa. Acho que a gente tem essa coisa meio de anfíbio. O cavalo pantaneiro é um cavalo diferente porque aprende a pastar embaixo da água, ele tranca a respiração para pastar. É talvez o único cavalo que também funciona como transporte dentro da água: os peões põem o cavalo no rio, o animal vai nadando e o homem vai atrás, segurando o animal pelo rabo para flutuar.
Vocação e influências
Vocação é uma coisa engraçada, me parece que a minha profissão estava escrita na minha cara desde muito cedo. Lá em Miranda, por exemplo, tinha o Serginho, um rapaz que anunciava as quermesses da igreja num carro de som. O Serginho sempre passava na minha casa para me levar para anunciar a quermesse com ele no carro de som? Por que ele me chamava e não chamava as outras crianças? Isso sempre me intrigou. Como ele descobriu, quando eu tinha seis ou sete anos, que eu levava jeito para a comunicação, que se tornaria a minha profissão? Se um dia eu encontrar o Serginho, se ele ainda andar por esse planeta ou por Miranda, eu gostaria de perguntar.
Outra pessoa muito importante na minha formação foi o professor Aristides João Teixeira, que me deu aulas durante o quarto ano primário. Era um personagem único, um verdadeiro auto didata, apaixonado pelo ensino mas que não teve a oportunidade de sequer chegar ao segundo grau. O professor Aristides era o diretor da escola de Bodoquena, que na época ainda se chamava Campão e depois foi destituído por um movimento de várias pessoas (com a colaboração de alguns parentes meus que não gostaria de mencionar) porque não tinha o curso Normal e, portanto, não teria a habilitação para ser professor.
Devo dizer que eu devo muito a esse homem, que não sei por que cargas d’água enxergou em mim algo diferente. Ele me dava a missão de escrever discursos e falar em todas as datas comemorativas da escola. Nossa! Gostaria muito que o professor Aristides ainda estivesse vivo para ler isso e saber o quanto eu sou grato a ele. Eu, que aprendi a falar em público desde menino, já encarei multidões com milhares de pessoas, com autoridades graduadas e em ocasiões decisivas. Eu devo muito disso a esse cara.
Um outro cara a quem eu devo muito é o Waldemar Hozano, que foi redator-chefe do Diário da Serra. O Waldemar foi o cara que, quando eu cheguei de Miranda em 1978 me deu emprego como repórter e me estimulou muito enquanto eu estive por lá. Ele certa vez me disse que tem duas pessoas que ele se orgulha de ter contratado. Uma foi o Ique e outra foi eu. É muita generosidade da parte dele, porque o Ique é uma estrela, um nome nacional e ainda estou muito aquém dele.
Minha mãe é outra pessoa muito interessante, porque foi ela quem me ensinou a ler, ainda muito cedo. Quando eu tinha dois anos, nós dois ficamos internados no Hospital das Clínicas em São Paulo com toxoplasmose. Ela tinha sido professora e decidiu me ensinar as letras do alfabeto usando os livros do hospital, que tinham páginas marcadas com as letras, onde eram escritos os nomes dos pacientes. Por incrível que pareça eu me lembro muito bem disso.
Por causa da minha mãe, quando eu cheguei na escola, com cinco anos, eu já sabia ler e escrever. Naquela época o primeiro ano era dividido em primeiro ano “A”, “B” e “C”. Eu cheguei no primeiro ano “A”, fiquei frustradíssimo e falei com a minha mãe.
Ela me mandou encher uma folha de caderno com a frase: “Eu não sou primeiro ano A.” A professora, que acho que se chamava Elisa, me perguntou: “Que ano você é, então?”. Eu respondi: “Primeiro ano C”. E foi assim que fui transferido para a sala da professora Clarice Albuquerque, que foi muito marcante nesse período da minha vida pela doçura e paciência que teve comigo no Grupo Escolar Caetano Pinto.
Outra pessoa importante foi Dona Quiqueta. Até hoje me pergunto como uma pessoa como Dona Quiqueta, que tocava piano e tinha um grande talento musical resolveu fazer o trabalho que fazia com a gente. Ela juntava um bando de crianças e montava espetáculos com ela ao piano e a gente fazendo performances. Uma vez ela montou uma orquestra em que ela tocava piano e a gente fazia percussão tocando côco, frigideiras, caramujos e outras coisas que produzem som. Eu hoje olho para trás e fico maravilhado ao ver o quanto Dona Quiqueta era moderna, inovadora, criativa, verdadeiramente genial. Como uma mulher assim extraordinária foi parar na minha infância para me ensinar tanto.

Adolescente, entrevistando o então Ministro da Saúde. No canto esquerdo, o ex-governador de MS, Harry Amorim Costa: Foto: Divulgação
Eu sou muito grato a todas essas pessoas. Eu me sinto como se elas me tivessem dado uma missão de levar em frente o conhecimento que eu adquiri, de formar pessoas, de ajudar os outros a progredir como eles me ajudaram.
Isaac Newton uma vez disse “Nós só conseguimos enxergar mais longe porque estamos sobre os ombros de gigantes.” Bem, esses são alguns dos gigantes aos quais eu devo grande parte do que sei e do que eu sou.
Paixão pela literatura e pela ciências políticas
Escrever para mim sempre pareceu uma coisa absolutamente natural. Foi algo que foi brotando e foi saindo, sem esforço, sem intenção de fazer algo extraordinário. Acho que escrevi meu primeiro poema quando tinha 8 anos. Nessa época eu lia muito Gonçalves Dias e lia muito a Bíblia. Mas não lia a Bíblia como a maioria das pessoas, procurando sabedoria ou inspiração em palavras sagradas. Eu lia a Bíblia como quem lê literatura, embriagado por aquelas histórias fantásticas, de anjos falando com as pessoas, Deus falando com Moisés e aquele estilo me influenciou muito, acho que enriqueceu muito o meu vocabulário nesse período. E de repente isso começou a brotar como poesia. Devia ser muito ruim, bem infantil, mas tinha ritmo, tinha rimas, disso eu me lembro. Quando eu cheguei no Diário da Serra eu já escrevia reportagens, escrevia histórias. Eu tinha umas folhas de papel almaço pautado, botava um título em letras de forma e tascava lá uma matéria. Mostrava para alguns pessoas e depois aquilo se perdia. Mas eu tinha uma necessidade compulsiva de escrever. Escrevia o tempo todo, todos os dias, sobre tudo.
No segundo grau e na faculdade eu comecei a me interessar por política. Me filiei ao PCB, que era na época um partido clandestino. A gente tinha que estudar filosofia e alguns livros para ser admitido no partidão. E aí eu comecei a estudar filosofia, política, etc. Queria estudar Ciência Política, mas como não havia esse curso em Campo Grande, decidi fazer Filosofia. Eu nunca terminei o curso, mas esse período na faculdade me ensinou a pensar, a elaborar, a construir teorias. Com a Filosofia você aprende a observar as coisas, a compreender que por trás de cada fenômeno existe uma lógica, existe uma série de acontecimentos que produz esse fenômeno. Gosto de uma frase de Henri Lefebvre, filósofo francês, que diz que enquanto a maioria das pessoas olha para o rio e vê apenas a espuma da superfície, o filósofo olha e tenta entender a corrente do fundo que escava o leito do rio e determina o seu curso. Eu aprendi a olhar para as coisas e tentar entender como funcionam, por que se tornam o que são. E isso tem sido decisivo em minha carreira profissional.
Data Storytelling – a arte da narrativa
Em 2000 eu descobri um texto de um escritor americano que acho que nunca foi traduzido no Brasil, o Scott Russel Sanders. Nesse texto, intitulado “A Mais Humana das Artes”, ele fala sobre o poder que as histórias têm, que elas podem criar comunidade, fomentar guerras, unir e dividir as pessoas. Fiquei tão impressionado com o texto que decidi estudar o que hoje as pessoas chamam de Storytelling, a arte da narrativa. Quando se fala nisso, muita gente ainda acha que isso se refere a literatura, a contar historinhas. Na verdade, história é todo o conjunto de fatos que tem uma coerência interna, que estão interligados ao longo de uma linha de tempo. Quando um líder promete construir um país melhor, está construindo uma narrativa e, se ele tem sucesso, quer dizer que muita gente resolveu unir suas histórias pessoais à narrativa dele. O storytelling tem um papel cada vez mais estratégico. O que eu faço hoje é o que se chama de Data Storytelling, que quer dizer basicamente apresentar dados como uma narrativa. Descobrir dados, números e encaixá-los numa história que possa ser compreendida e fazer sentido para as pessoas.
“Em Mato Grosso do Sul,ou você é o dono do boi ou então é o boi”
Quando saí de Campo Grande, saí porque achei que não havia mais espaço para crescer, que eu tinha chegado ao limite do que tinha para aprender. Eu tinha deixado de ser jornalista e já era publicitário. Eu tenho o maior respeito pelo meu estado e pelas pessoas que conseguem fazer bons trabalhos aí. Mas é preciso reconhecer que há grandes limitações. Quem melhor conseguiu expressar isso foi o Humberto Espíndola, com sua “Bovinocultura”. Aqueles quadros com personagens com cabeça de boi exprimem muito bem o que o Mato Grosso do Sul ainda é: um estado voltado para a pecuária, onde todo mundo que acumula algum dinheiro logo procura comprar uma fazenda e encher de gado. Eu costumava dizer que não há muita opção de se crescer profissionalmente: ou você é dono de boi, ou então é boi. Na época não existia a figura do profissional, do cara que se faz respeitar pela competência técnica e pelo talento. Não sei se mudou muito depois disso, mas o fato é que o meu estado ainda é pouco expressivo diante do Brasil. É por isso que as pessoas ainda confundem os dois Mato Grossos, porque nenhum dos dois tem uma identidade distinta. Na verdade, nada, no Centro Oeste é visto pelo resto do Brasil como muito importante com exceção de Brasília. A maior parte dos brasileiros sabe que existem os estados do Sudeste como São Paulo, Rio e Minas (o Espírito Santo também não é levado muito em conta), que existe o Sul (com Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina), a Bahia, o restante do Nordeste (Ceará, Pernambuco, Rio Grande do Norte e outros meio que se misturam na imaginação das pessoas) e a Amazônia, com Manaus e Belém meio misturados. E existe o resto, que é lembrado por lugares exóticos como o Pantanal e Bonito. Você fala que é de Campo Grande e o cara diz: “Ah, eu conheço alguém que mora em Goiânia.” Eles misturam tudo. Mas ainda é melhor que lugares como o Amapá e Roraima, por exemplo, que parecem nem fazer parte do resto do Brasil.
Carreira Profissional
Quando saí de Campo Grande, fui para Belo Horizonte, onde trabalhei numa das agências mais importantes do Estado, a DNA, que depois se tornaria tristemente famosa por causa do Marcos Valério e o mensalão. Mas a DNA era uma agência séria, uma das mais criativas de Minas e com ela ganhei alguns dos principais prêmios da minha carreira como o London International Festival Awards (Festival de Londres, onde fui finalista), Prêmio Abril (Ganhei o Grand Prix uma vez e o prêmio normal outra vez). Além disso fui várias vezes finalista no Profissionais do Ano da Rede Globo.
Mas o que mais me marcou na minha carreira profissional foi conhecer e conviver com algumas das mais importantes figuras da história recente do Brasil como Miguel Arraes, Ulysses Guimarães, Tancredo Neves e Itamar Franco, entre outros. Na campanha das Diretas viajei com todas aquelas celebridades que participaram da campanha como Osmar Santos, Fafá de Belém, Chico Buarque, o pessoal do Pasquim.
Apesar de tudo isso, a maior de todas as experiências foi apresentar o Comício das Diretas de Miranda, a cidade em que nasci. Foi muito emocionante aquela sensação de voltar para casa e ser recebido com carinho por aquela gente que me viu ainda criança e que sempre me tratou com muito carinho, ajudou a construir a minha auto estima e minha auto confiança. Lembro-me de uma vez, quando eu estava morando em Fortaleza, quando eu vi uma foto da estação ferroviária de Miranda na Internet. Foi só olhar para a foto e eu senti o cheiro dos trilhos: uma mistura de óleo diesel e urina que eu nem lembrava mais que um dia tinha sentido e que me trouxe saudade daqueles tempos em que eu, criança andava pelos trilhos com estilingue em punho para caçar preás, lebres e pombas do ar. Eu posso ter saído de Miranda, mas Miranda jamais sairá de mim.
Meu sobrenome é estranho, porque onde quer que você encontre, no Brasil, alguém chamado Bentos, provavelmente é meu parente. Se você procurar na lista telefônica em Mato Grosso do Sul, com certeza todos os Bentos fazem parte da minha família. Mas eu não sabia que o sobrenome existia fora do Brasil. Um dia eu estava em Dublin, na Irlanda, estudando, quando o meu anfitrião falou: “Bentos? Fray Bentos?”. Eu disse que não tinha entendido, e ele explicou: Fray Bentos é um porto uruguaio que fica na fronteira com a Argentina e que foi uma dos mais importantes exportadores de carne para a Europa.
Será que o frei era meu parente? Na verdade o sobrenome é espanhol e é razoavelmente comum na Argentina e no Uruguai. Os Bentos vieram para o Mato Grosso do Sul de Bagé e Don Pedrito, no Rio Grande do Sul na primeira onda de imigração dos gaúchos. Vieram principalmente para cultivar erva-mate e criar gado. E em Mato Grosso do Sul se misturaram aos paraguaios. Tenho um tio avô que nasceu no Paraguai e foi registrado no Brasil porque naquela época não havia muita diferença entre uma coisa e outra na fronteira. E, fora dos centros urbanos, acho que ainda não há grande diferença. O sujeito não sabe bem se é paraguaio ou brasileiro. Muita gente diz que é simplesmente fronteiriço. Eu acho que eu sou fronteiriço.
Projeto Inovador
Eu costumo dizer que já vivi algumas encarnações: já fui jornalista, publicitário, e, de certa forma, ainda sou visto como marqueteiro político, embora não me sinta muito confortável com essa definição. Hoje, me considero um profissional de comunicação que trabalha com dados e participação popular. Sou responsável por um projeto pioneiro em Belo Horizonte, que tem mais de 60 mil pessoas cadastradas para avaliar a qualidade dos serviços públicos. Talvez seja o único projeto desse tipo e com essa abrangência no mundo. O que me atrai na minha profissão, o que realmente me faz brilhar os olhos é quando eu percebo que estou provocando mudanças nas pessoas, influindo na cabeça delas e ajudando a torná-las mais conscientes e participativas. O Cidadão Auditor me dá essa oportunidade de fazer algo que tem utilidade social, que ajuda a tornar a cidade melhor.
Eu acredito que essa vontade de ser útil, de colaborar com a comunidade em que vive, é um sentimento natural do ser humano. Criar meios de utilizar esse sentimento de forma prática para melhorar a sociedade é algo possível, tanto que eu hoje trabalho nisso. Gostaria muito de levar essa experiência para outras cidades, outros estados e outros países. Meu sonho é poder ajudar a tornar melhor o mundo em que vivemos e minha maior preocupação é que talvez não haja tempo para mudar o mundo a tempo de evitar que se torne praticamente inabitável para a espécie humana. Precisamos trabalhar para criar essa consciência em todo o mundo. Do contrário, a vida pode se tornar insuportável para as próximas gerações.
Biografia:
Wilson Bentos foi repórter e redator em alguns dos principais jornais de Campo Grande e apresentador de rádio. Trabalhou como redator publicitário e diretor de criação em agências de Campo Grande, Belo Horizonte, Fortaleza e em Luanda, Angola. Estudou na Inglaterra e na Irlanda. Fez várias campanhas políticas, entre as quais a última campanha de Miguel Arraes (1998), as duas campanhas que elegeram e reelegeram Marcio Lacerda prefeito de Belo Horizonte (Segundo turno de 2008 e 2012) e a campanha que elegeu Itamar Franco senador em 2010. Trabalhou como consultor de comunicação de várias empresas e atualmente se dedica a projetos de participação popular baseada em tecnologias de dados, redes sociais e em projetos de comunicação e interação entre os cidadãos e o setor público. É o atual coordenador do Programa Cidadão Auditor em Belo Horizonte e colaborador do programa de rádio Domingo Total, na Rádio Assunção, em Fortaleza.





