Com o objetivo de não cometer mais deslizes políticos, como na ocasião em que disse que será difícil Dilma concluir o mandato se seguir com popularidade tão baixa, Michel Temer está seguindo o conselho de aliados. De acordo com a Folha de S. Paulo, o vice-presidente adotou a discrição como estratégia para evitar novos desgastes.
Mesmo quando abandona o silêncio, Temer faz declarações controladas. A reportagem do jornal apurou que seus movimentos são sempre testados antes: isso significa que o que fará e falará é previamente costurado com seus homens de confiança.
Antes de opinar sobre medidas políticas ou econômicas, o vice ouve, segundo o jornal, o empresário e advogado José Yunes, seu melhor amigo. Na esfera política, Temer tem três correligionários como principais escudeiros. Aos ex-ministros Moreira Franco (Aviação) e Geddel Vieira Lima (Integração) Temer faz consultas diárias.
A Folha lembra que o ministro Eliseu Padilha, atual titular da Aviação Civil, é o principal operador político do vice. Além disso, fora do PMDB, o vice-presidente mantém uma relação próxima com o senador José Serra (PSDB-SP).


