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Ex-deputado revela que Lula deu aval ao esquema, diz revista

por Redacao
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Prestes a ser homologada, a delação premiada do ex-deputado Pedro Corrëa (PP), o primeiro político a aderir a esse tipo de acordo com os investigadores, pode complicar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a presidente Dilma Rousseff. De acordo com informações publicadas na edição deste fim de semana da revista “Veja”, Corrêa já teria afirmado aos investigadores que os dois petistas sabiam do esquema de propinas na Petrobras e, mais que isso, que a prática nasceu sob as bênçãos do ex-presidente em uma reunião no Palácio do Planalto.

De acordo com Veja, delação negociada pelo político também complicaria Dilma Rousseff

De acordo com Veja, delação negociada pelo político também complicaria Dilma Rousseff

Pedro Corrêa, condenado e preso por envolvimento no escândalo do mensalão e agora novamente apanhado na Lava Jato, afirmou aos procuradores da força-tarefa que atua na operação, de acordo com a “Veja”, por exemplo, que o petrolão nasceu em uma reunião realizada no Planalto, com a participação dele, de Lula, de integrantes da cúpula do PP e dos petistas José Dirceu e José Eduardo Dutra. À época, os dois últimos eram, respectivamente, ministro da Casa Civil e presidente da Petrobras. A pauta era a nomeação de Paulo Roberto Costa para a diretoria de Abastecimento da Petrobras e hoje um dos delatores do esquema.

Pedro Corrêa, José Janene e o deputado Pedro Henry, então líder do PP, defendiam a nomeação. Dutra resistia, já que o PT também tinha interesse no posto e afirmava não ser tradição mudar um diretor tão rapidamente. Lula então teria defendido a nomeação. “Dutra, tradição por tradição, nem você poderia ser presidente da Petrobras, nem eu deveria ser presidente da República. É para nomear o Paulo Roberto. Tá decidido”, disse o presidente, de acordo com o relato do ex-deputado, agora publicado pela revista.

De acordo com a publicação, em seguida, Lula ameaçou demitir toda a diretoria da Petrobras, Dutra inclusive, caso a ordem não fosse cumprida. Segundo a “Veja”, ao narrar o episódio, Corrêa ressaltou que o ex-presidente tinha plena consciência de que o objetivo dos aliados era instalar operadores na estatal para arrecadar dinheiro e fazer caixa de campanha. Ainda de acordo com a revista, Corrêa confirmou aos investigadores que o esquema continuou no mandato de Dilma Rousseff, com a anuência dela.

Após a reportagem, a deputada Eliziane Gama (PPS-MA) afirmou que irá apresentar na CPI da Petrobras um pedido de acareação entre Pedro Corrêa e Lula. “Já temos nosso Roberto Jefferson”, declarou a deputada, referindo-se ao ex-deputado e ex-presidente do PTB, delator do mensalão.

Até o fechamento desta página nem o PT, nem o Instituto Lula nem o Palácio do Planalto haviam dado qualquer declaração sobre a reportagem.

Repercussão

“O ex-presidente (Lula) vai testemunhar sobre o quê? Há uma clara conotação política nessa convocação”

– Humberto Costa – senador do PT

“Lula é um cidadão comum, que tem que observar a legislação como todos. Ele tem sido citado. Todo o esquema do ‘petrolão’ foi iniciado no governo dele, por isso ele tem obrigação de prestar os esclarecimentos. Até porque, como presidente, ele tinha responsabilidade sobre as ações de seus subordinados”

– Antônio Imbassahy – deputado do PSDB

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