Com a coleta de lixo suspensa na Capital em decorrência da greve dos trabalhadores da CG Solurb, donos de restaurantes estão descartando comida no aterro de entulhos do Jardim Noroeste, região leste de Campo Grande. O problema é que o espaço, apesar de ser aberto ao público, não é destinado para esse tipo de descarte e foi criado exclusivamente para o depósito de materiais não utilizados pela construção civil e restos de podas de árvores.
A denúncia foi feita pelos moradores da região que vivem em barracos de lona nos arredores do aterro. Segundo eles, até restos de peixes foram deixados no local, gerando mau cheiro e propiciando a proliferação de pragas urbanas como moscas, pernilongos, ratos e escorpiões.
Para a vereadora Luiza Ribeiro (PPS) que foi até o aterro depois de receber a denúncia, “a falta de um serviço essencial como a coleta de lixo provoca prejuízos enormes à cidade, e quando se somada à falta de responsabilidade do cidadão, estes prejuízos são ainda maiores. Com a greve dos trabalhadores da empresa responsável pela coleta na capital, os restaurantes estão usando o aterro de entulho para depositarem seu lixo. Uma falta de respeito com o meio ambiente e também com os moradores, que vivem em situação precária. No local está formada uma favela com barracos de lona, e a Prefeitura precisa dar uma solução imediata para estas pessoas e também precisa fiscalizar o local”, declarou.
A responsabilidade de fiscalização do aterro de entulho é da Secretaria Municipal de Infraestrutura, Transporte e Habitação
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