Sabatinado por cerca de três horas na sede do Gaeco (Grupo de Atuação de Combate ao Crime Organizado), o ex-governador de Mato Grosso do Sul, André Puccinelli (PMDB), negou a manobra política que culminou com a cassação do mandato do prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal (PP).
Essa mesma versão foi assegurada pelo líder peemedebista em entrevista à imprensa na Assembleia Legislativa, na manhã de quarta-feira, dois dias antes de seu depoimento na sede do Gaeco, na Capital.
Abordado por um batalhão de repórteres ao chegar ao local, o ex-governador negou qualquer envolvimento na cassação do mandato de seu adversário. “Não atuei nem para derrubá-lo nem para trazê-lo de volta”, declarou. Sobre o depoimento ao Gaeco,ele ressaltou que iria “prestar todos os esclarecimentos”. “Tudo o que me perguntarem vou responder. O que tenho a dizer é que o meu melhor cabo eleitoral é o Bernal”, provocou, o ex-governador, conforme o G1.
Bernal teve o mandato cassado em março de 2014. No lugar dele assumiu o então vice-prefeito, Gilmar Olarte (PP), que deixou o cargo após o TJ-MS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) determinar o retorno do prefeito eleito, no fim de agosto.
Coffee Break
Diversas pessoas já foram ouvidas pelo Gaeco, entre elas, vereadores, ex-vereadores e empresários. As oitivas fazem parte da Operação Coffee Break que investiga corrupção ativa e passiva na cassação de Bernal.
Nove vereadores são investigados. Eles e mais oito pessoas, incluindo o ex-prefeito Gilmar Olarte (PP), tiveram os celulares apreendidos para serem periciados.
O presidente da Câmara de Vereadores da capital sul-mato-grossense, Mario Cesar (PMDB), e Gilmar Olarte foram afastados dos cargos por determinação judicial. Horas depois, a o TJ julgou procedente o pedido de retorno de Bernal.


