A PF nesta capital, através da Delegacia de Combate aos Crimes Ambientais da Polícia Federal em conjunto com o Ibama e Polícia Militar Ambiental, realizou em junho, ações de vistorias e fiscalização em áreas rurais públicas (quilombola e indígenas) no Estado.
Após o Setor Técnico da Polícia Federal de Geo-Processamento observar nas imagens de satélite que cortes seletivos de árvores estavam ocorrendo em algumas regiões, foram desencadeadas as ações de campo.
No Pantanal do Piquiri e Sonora/MS, constatou-se ação de crime ambiental, mesmo não sendo encontrado nos locais, as madeiras que foram retiradas, porém, os troncos e raízes lá existentes permitiram que os técnicos avaliassem os danos e consequentemente os valores das multas a serem aplicadas aos responsáveis pelas áreas. Os quais após identificação foram notificados e autuados pelos órgãos ambientais, e ainda respondem por suas ações, também junto a Polícia Federal. Sobre esses fatos foi instaurado inquérito policial, visando apurar as responsabilidades penais.
No município de Sidrolândia, nas proximidades da comunidade indígena Buriti, em local ainda não demarcado os policiais federais e fiscais do Ibama, no dia 28.06.15 adentraram na área de Reserva Legal da Fazenda Buriti, a qual se encontra em poder de indígenas. Logo de início, foi observada uma grande quantidade de árvores derrubadas já em medidas para beneficiamento ou seja troncos lampinados.
Constatou-se que árvores centenárias próximas a antiga sede da Fazenda Buriti, assim como parte da reserva legal foram extraídas ilegalmente, sendo encontradas no chão vários tipos de madeira nobre, tais como: aroeira (em sua maioria), jatobás, faveiros, cumbarus, ipês e etc.
Apesar da constatação do crime ambiental os fiscais do Ibama e policiais federais não puderam prosseguir nos trabalhos de vistoria, pois foram impedidos de continuar em razão da chegada de vários indígenas ao local, os quais se negaram a se identificar e ainda ameaçaram tomar os instrumentos de trabalho da equipe (câmeras, filmadora e anotações). A PF também irá instaurar inquérito policial objetivando apurar os responsáveis pela ação criminosa ambiental na referida área.

