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Um funcionário e um ex-chefe da agência do INSS (Instituto Nacional de Seguro Social) do município de Aparecida do Taboado, leste do Estado, foram denunciados pelo MPF (Ministério Público Federa) por provocarem um rombo de R$ 11 milhões aos cofres públicos.
Celso Corrêa de Albuquerque e Rogério Flávio de Queiroz Blini, são acusados de improbidade administrativa pelo fato de concederem irregularmente 258 pedidos de aposentadoria entre os anos de 2004 e 2009.
Por determinação judicial, os bens móveis e imóveis dos acusados estão bloqueados desde o ano passado para que eles ressarçam os prejuízos causados aos cofres públicos caso a Justiça os julgue culpados.
O MPF acusa Celso de cometer 235 irregularidades e Rogério de de 23 atos de improbidade administrativa. Os dois podem ser condenados ao ressarcimento integral do dano, multa e impedimento de contratar com o poder público, além de ter seus direitos políticos suspensos de cinco a oito anos.
O prejuízo gerado ao INSS é calculado em R$ 11.010.723,43. A multa, de mesmo valor, faz o pedido do MPF alcançar o valor de R$ 22.021.446,86. Celso foi o responsável pela liberação de 235 desses benefícios, causando um dano de R$ 9.890.199,14 aos cofres públicos.
Rogério, por sua vez, autorizou 23 aposentadorias, gerando um prejuízo à União de R$ 1.120.524,29.
Atualmente há nove inquéritos civis e nove ações de improbidade administrativa ajuizadas na Justiça Federal de Três Lagoas.
conjuntura/foto: perfilnews


